21º PRÊMIO Arte na Escola Cidadã: Professora de Jundiaí é finalista

21º PRÊMIO

Djenane Vieira, a professora Nany Vieira(foto principal), da CMEJA André Franco Montoro, em Jundiaí é uma das finalistas do 21º Prêmio Arte na Escola Cidadã. Mais de 1.400 educadores se inscreveram. A professora da escola municipal começou a lecionar há cerca de 30 anos, sempre misturando música e educação. Por causa da pandemia, ela ainda não conseguiu dar a boa notícia aos alunos. O Prêmio Arte na Escola Cidadã é realizado pelo Instituto Arte na Escola e tem como objetivo ampliar a voz dos professores de Arte e generalistas que trabalham com a disciplina, valorizando projetos que despertam novos olhares e inspiram alunos e a comunidade escolar. Cada professor que vencer em sua categoria ganhará R$ 10 mil. A entrevista com Nany Vieira:

Conte como foi sua trajetória no magistério…

Comecei a lecionar na década de 1990. Sempre tive experiências com música e educação. Pela primeira, em Jundiaí, há 14 anos, passei a atuar como professora de Arte polivalente. Tive de me reinventar e isso proporcionou muitas experiências boas. E assim continuo, como professora polivalente. Leciono no período da tarde no CMEJA Professor Doutor André Franco Motoro, no Complexo Argos, em Jundiaí, uma escola municipal, para turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Como surgiu a ideia deste projeto?

O Projeto Hip Hop na Escola: RAPensando a Sociedade tem a ver com minhas pesquisas acadêmicas. Ao desenvolver um projeto sobre o tema, quis mostrar outra possibilidade de fazer arte para os alunos, ressignificar e aprofundar o que eles pensavam sobre o hip hop. Quis também propor discussões sobre a sociedade através da música, discutir o racismo institucionalizado, entre outros temas. E permitir que eles vivenciassem o hip hop, a cultura do hip hop.

Vídeo faz parte do Projeto Hip Hop na Escola que concorre ao prêmio

Quais os objetivos?

Trabalho numa perspectiva de ensino decolonial, buscando romper com as colonialidades vividas pelos povos que não são europeus, rompendo com padrões hegemônicos estéticos em arte. A cultura do hip hop é afrodiaspórica. Por que não estudar algo que vá além da cultura europeia?

Como foi o desenvolvimento?

Proporcionei vivências, propus leituras, pesquisas, apresentei os agentes do hip hop – DJ, MC, b-boy, b-girl, grafiteiros. Foi muito bacana porque os alunos, que têm entre 19 a 48 anos, mergulharam no tema, puderam experimentar a discotecagem, levei um DJ para a escola! Com o auxílio de um MC convidado, fizemos uma oficina de métrica e falamos sobre ritmo também. Foi uma etapa árdua, mas muito bacana, de muita aprendizagem. Os alunos construíram uma música e fizemos uma aula pública com um DJ e músicos convidados.

De alguma forma já o colocou em prática em sala de aula?

Sim, durante dois meses e meio. E depois inscrevi no Prêmio Arte na Escola Cidadã.

A turma de Nany ainda não foi avisada sobre a classificação do projeto do qual fazem parte

Esperava se classificar neste prêmio?

Fiquei surpresa, muito surpresa, e estou muito feliz. Mas tenho os pés no chão, estou esperando pelo resultado final. Já conhecia o prêmio, já participei em outras edições e cheguei a ser finalista. Este ano tive mais tempo para me dedicar à montagem do portfólio que inscrevi para participar do 21º Prêmio Arte na Escola Cidadã. Gosto da ideia de ter meu trabalho avaliado por pessoas de fora e, ao mesmo tempo, divulgar o trabalho que é feito na escola e dar asas para o projeto, inspirar e encorajar outros professores de Arte a mostrarem o que fazem também.

Seus alunos estão sabendo que está na final? O que acharam?

Por causa da pandemia, não estamos em contato. Ainda não consegui falar com eles.

Se ganhar, o que pretende fazer com o dinheiro do 21º Prêmio?

Não sei ainda. Talvez viajar.

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