ANCESTRALIDADE: honrar é retornar para si mesmo…

ANCESTRALIDADE

Quando nascemos, chegamos em um mundo onde tudo estava criado. Já havia cidades, ruas, avenidas, parques e tudo aquilo que alimenta nossos olhos. Esse mundo que já havia sido desbravado por nossos pais, avós e assim por diante. E um dia poderemos ser nós os progenitores de vidas futuras. Dentro de um contexto familiar, somos hoje o resultado da nossa ancestralidade.

Nossos familiares passaram por muitas lutas, alguns enfrentaram a fome, doenças e até mesmo guerras. E assim como uma árvore precisa de raízes fortes para crescer e florir, nossos ancestrais foram nossos alicerces; somos o resultado de um futuro que eles sonharam. Dificuldades vencidas, vitórias, erros, falhas e enganos. Assim como nós, eles também estavam em processo de evolução.

Trazemos em nossa bagagem muitas coisas de maneira inconsciente. Por exemplo, talvez já se depararam tendo algum comportamento de seus pais. Comportamentos que muitas vezes não aprovamos, mas, involuntariamente repetimos.

Talvez você até já tenha ouvido alguém dizer que determinado membro da família possua o mesmo trejeito ou mania de alguém que ela não conheceu, e isso se dá porque estamos ligados a uma pré-consciência, possuímos acesso à memória coletiva de nossa família, seja em ações, emoções, gestual, padrões de pensamento e até nas nossas decisões, pois carregamos em nosso DNA uma herança ancestral.

As heranças ancestrais estão presentes em nossa vida, muito além de memórias afetivas, as lembranças no álbum de família. Ela pode se manifestar em padrões de comportamento, caminhando de geração em geração até que alguém tome consciência e olhe com carinho para aquela situação. Um padrão que pode se repetir em muitas situações, como, por exemplo, a exclusão de um membro da família, problemas financeiros ou dependência química. E há relatos de casos muitos graves onde muitas gerações sofreram e alguns podem sofrer até hoje.

Nossa ancestralidade está ligada diretamente aos três pilares de nossa existência: físico, mental e espiritual. No físico, está presente na nossa biologia, nossos cromossomos. São os traços, aparência e até mesmo as doenças. No mental está nas nossas crenças, forma de pensar e até na nossa saúde mental. E no espiritual, está na herança que muitas vezes trazemos de geração em geração. Podemos acessar, quando nos reconectamos com os que vieram antes de nós e produziram nossa história, todos aqueles que contribuíram, da forma que foi possível, para sermos o que somos hoje.

Porque devemos honrar nossos ancestrais? Honrar é agradecer, é reverenciar. Quando honramos nossa ancestralidade, exprimimos isso aos que vieram antes de nós. Conseguimos agradecer por tudo o que foi feito para chegarmos aonde chegamos. Muitas vezes, no meio do processo, precisamos perdoar alguém. Se for necessário, perdoe… Permita que ele tenha o seu devido lugar no seu sistema familiar, aceite ele como é ou foi. Fazendo isso você colhe resultados de equilíbrio e paz.

Honrar não significa que devemos cometer os mesmos erros de nossos antepassados. Na verdade, é uma forma de libertação de padrões que podem estar atrapalhando o nosso propósito de vida. Agradecemos, mas temos a escolha de seguir outros caminhos, pois temos ferramentas diferentes para ir ao encontro do que queremos para nós.

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Bert Hellinger afirma que uma pessoa está em paz quando todas as pessoas que pertencem à sua família têm um lugar no seu coração. Honrar a nossa ancestralidade, faz com que aceitemos a nossa história e de onde viemos, estreitamos laços, criamos lembranças daqueles que aqui já partiram. Nesse momento que vivemos, aonde estamos escrevendo um futuro tão incerto, temos oportunidade de conexão interna profunda, pois ao olhar para o passado, enxergamos a nós mesmos, nosso DNA ancestral.(Foto: www.ifd.com.br)

ROBERTA PERES

Formada em Gestão de Recursos Humanos, Eneagrama, conhecimento em técnicas de PNL, com carreira desenvolvida em liderança e desenvolvimento humano. 

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