Quando nossos ANIMAIS ENVELHECEM

animais envelhecem

Depois de 14 anos, a Dolly, minha cachorrinha, já está dando os sinais da idade. Apesar das nossas “desavenças” (que eu vou explicar ao longo do artigo), confesso que considero a bichinha uma terceira filha, que sempre está presente em todos os momentos, metendo o focinho onde é e também onde não é chamada. Já passei por várias situações semelhantes, quando tive de enfrentar a perda de um pet querido. Isso faz parte da vida, eu sei. Nossos animais envelhecem e morrem. Mas nem sempre é fácil encarar o que a vida nos apresenta.

A Dolly chegou em casa com poucas semanas de vida e agitou o pedaço. Os cães da raça dachshund, popularmente chamados “salsichinhas”, não têm parada. Correm, pulam (mesmo com as perninhas curtinhas), latem, fuçam, caçam outros animais menores e mastigam o que vem pela frente, principalmente quando são filhotes. Daí nossas desavenças… Poucas semanas depois de chegar, Dolly aprontou muito, mas muito mesmo. Roeu o meus óculos de sol, fez xixi no sofá e no tapete, latia feito louca quando ficava para fora de casa.

Cansei de espirrar produtos para educar cães na hora do xixi. Dolly ignorava. Foram centenas de tapetinhos higiênicos espalhados pela casa, durante anos até, mas ela preferia fazer no chão. Depois, com o tempo, passou a fazer na graminha do jardim, o que melhorou muito a nossa relação. Uma grande poltrona na sala de TV foi confiscada pela bichinha, e era lá que ela dormia todas as noites. E durante o dia, quando sumia das nossas vistas, podia contar que estava aconchegada no travesseiro de uma das camas das minhas filhas.

É triste perceber como a passagem do tempo vai deixando suas marcas nos nossos bichinhos. Antes elétrica, hoje Dollynha está com sua carinha branquinha (grisalha),  passa a maior parte do tempo deitadinha em sua cama ou sob os pés das camas das meninas, já não tem a mesma destreza para descer e subir escadas, suas brincadeiras limitam-se a sacudir o corpinho comprido.  

O que idade  ainda não mudou foi seu latido e o apetite. Dolly tem porte pequeno, mas late feito cachorro grande. E nunca levou desaforo para casa. Ela encara qualquer outro tipo de cão e impõe respeito. Com certeza, Dolly é uma cachorrinha com elevada auto estima e aprende rapidinho o que precisa. E sempre tem espaço no estômago para um petisco, um naco de carne, um gomo de laranja (fruta que ela adora…).

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VÂNIA ROSÃO

Formada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Trabalhou em jornal diário, revista, rádio e agora aventura-se na internet.

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