VINHETA JUNDIAI ANTIGAMENTEJundiaí completa nesta sexta-feira(14), 363 anos de elevação à categoria de vila. E neste aniversário você vai conhecer a história do hino da nossa cidade, composto pela professora Haidée Dumangin Mojola, que empresta seu nome para uma rua do jardim do Lago. Ela se inspirou no ideal paulista da Revolução Constitucionalista de 1932 para compor a marcha que 28 anos mais tarde viria se tornar oficialmente o hino de Jundiaí. Clique o quadro abaixo para ouvir a música na voz do cantor Agnaldo Rayol.

A autora do hino: Haidée Dumangin Mojola
A autora do hino: Haidée Dumangin Mojola

Na foto abaixo, combatentes jundiaienses da Revolução de 1932. Em pé da esquerda para a direita, um amigo querido o saudoso: Hugo Anaruma. Nos anos 1990, ele me presenteou com uma medalha da Revolução. Agachado à esquerda, o médico e ex-prefeito e ex-prefeito, o doutor Antenor Soares Gandra, que nasceu em 10 de fevereiro de 1891, em Jundiaí. Ele era filho do tenente-coronel Júlio Cezar Ferreira Gandra e de Dona Maria Soares Gandra, ambos agricultores e proprietários da Fazenda Santa Fé, localizada no Distrito de Paz de Rocinha.

ANIVERSÁRIO

A inspiração – Todo jundiaiense tem na memória e no coração o hino da cidade, principalmente os que tiveram sua infância até os anos 1980. Até aquela década, ele era cantado antes do início das aulas. Mas poucos sabem qual foi a inspiração para essa composição simples e tocante.

Após o golpe de Estado que levou Getúlio Vargas a Presidência da República em 1930, criou-se uma insatisfação muito grande em todo o Estado de São Paulo pois Vargas concentrou poderes e nomeou interventores nos Estados. Os paulistas se rebelaram contra esse regime e pediram uma nova Constituição e eleições para Presidente .

Jundiaí foi uma referência no voluntariado onde muitos homens foram combater pelo ideal. Mulheres e crianças, num grande mutirão, doavam joias e valores para contribuir pela causa, bem como confecção de uniformes. Cuidavam das famílias cujos pais foram para o combate numa grande rede de solidariedade e do bem.

Haidée Dumangin Mojola viveu tudo isto. E conviveu com a beleza da Serra do Japi, do rio Jundiaí e outras maravilhas da cidade. Ela, que era carinhosamente chamada de ‘Dedé’ compôs em 1932. Contudo, só através da lei 869 de 17 de novembro de 1960 é que a música foi reconhecida oficialmente como hino de Jundiaí.

A letra:

Ó terra querida, Jundiaí
Teus filhos amantes são de ti
Que Deus abençoe eternamente
Esta terra onde nasci

Ó terra querida, Jundiaí
Teus filhos amantes são de ti
Saudades mil levam
Os que passam por aqui

Terra gentil, altruísta,
De ti me orgulho,
Pois és bem paulista!
Teus filhos com devoção
Marcham pr´a luta como heróis
Cheios de fé em sua oração

Que belas tardes amenas!
Que lindas noites,
Felizes, serenas!
Teu jardim, é um paraíso
Onde a mocidade sempre jovial
Com seu odor confunde o riso.

Quem poderia imitar
O teu céu com tuas cores?
Com teus lindos fulgores?
Os teus campos, tuas flores?
Só a natureza guiada pelo Criador
É que pode pintar esse arrebol!
Que jamais vi,
Tardes ao por do Sol.

A gravação – Para um grande hino, uma grande voz. Nos anos 60, o cantor Agnaldo Rayol era um dos ídolos da Música Popular Brasileira. E ele foi escolhido para gravar a composição da professora Dedé.

As fotos abaixo foram feitas em 1966. Rayol tinha 28 anos quando gravou um compacto de vinil com o hino de Jundiaí e o hino da Padroeira e está com Atílio Moro, Lázaro de Almeira (vereador Archimedes).

ANIVERSARIO

 

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