21, outubro , 2018
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Brinquedos e BRINCADEIRAS nos tempos em que o mundo era das crianças

jundiai de antigamente (1)Vamos brincar? Bolinha de gude, de casinha, mãe da rua, polícia e ladrão, queimada, taco ou betis, perna de pau, carrinho de rolimã, boneca, stop, fazer sombra na luz das velas quando a energia elétrica em nossa cidade sempre “caía”. Tive uma infância rica e feliz, pois morei até meus nove anos ao lado do Parque da Uva e Bolão. Em 1971, fui morar na Vila Liberdade. Os anos 1960 e 1970 e boa parte dos 1980, eram diferentes dos dias de hoje. O mundo era nosso, nossas preocupações eram poucas: fazer o dever de casa , fazer compras no açougue, padaria, loja de aviamentos. E depois, diversão o dia todo. Chegávamos suados, cansados mas com uma sensação maravilhosa de alegria pura e viva. Eram tempos de brinquedos e brincadeiras.

BRINCADEIRAS
Rua Nami Azem, bairro da Colônia, anos 1960: ninguém resistia a um jogo de bolinhas de gude
BRINCADEIRAS
Bairro Ermida, 1939: crianças faziam do barril um cavalo puro sangue, um alazão
BRINCADEIRAS
Parque Corrupira, anos 1980: foguete marcou a infância da maioria dos jundiaienses
BRINCADEIRAS
Anhangabaú, anos 1960: garota e a boneca que era levada para todos os cantos

Existia todo um ritual para sair de casa e brincar. A volta, já no final do dia, também! A saída: um amigo chegava no portão e aos gritos – e com divisão silábica – gritava o nome: MAU-RÍ-CIO. Provavelmente agora, neste momento, você esteja ouvindo mentalmente seu nome sendo gritado no portão por uma única voz ou várias. Muitas vezes os amigos se reuniam e aumentavam os decibéis do chamamento num coral bem ensaiado, para desespero dos pais. Fim do dia e a mãe se postava no portão e começava a berrar seu nome. E por mais distante que você estivesse conseguia ouvi-la. Era a senha para o fim de mais um dia divertido. A voz daquela mulher avisava que estava acabando o que era doce. Era hora de tomar banho, jantar e dormir para encarar mais um dia maravilhoso.

CRIANÇAS
Anhangabaú, início dos anos 1960: Os gêmeos Jair e José Antônio Tapia com o amiguinho Luiz Carlos
BRINCADEIRAS
Anos 1980: meninos faziam corridas de pneus, brincadeira comum na época
BRINCADEIRAS
Ermida, 1946: garotinha ‘Lula’ e seu inseparável tico-tico, um triciclo
BRINCADEIRAS
Vila Progresso, anos 1960, Ademir e Jair Romantini e seus velozes carros de corrida

O brinquedo é um convite à brincadeira. Ele a torna mais rica, deliciosa e dá muito prazer. Brincar é imprescindível para o desenvolvimento da criança. Quando meninas e meninos estão brincando treinam e aprimoram suas capacidades motoras, sociais e emocionais.

A fantasia da brincadeira possibilita que a criança vivencie novas sensações e sentimentos, que reproduza essas situações em seu dia-a-dia e faça assim um estágio para a vida adulta. O brinquedo é um elo entre o desconhecido e o conhecido. Brincando os pequeninos se tornam personagens principais do que esperam de suas vidas adultas e o instrumento de tudo isso pode ser uma boneca feita de palha de milho ou a mais sofisticadas das bonecas atuais. Pode ser uma “bola de meia” ou o último lançamento de videogame. O que importa mesmo é brincar e ser feliz naquele momento e fase tão importantes em nossas vidas: a infância.

BRINCADEIRAS
Brincadeiras esquecidas há muito tempo: ‘Galinha Morta’ feita com jornal
BRINCADEIRAS
Brinquedos esquecidos: carretel tracionado com elástico, uma riqueza!

E no final, quando a gente cresce o que sobram são as lembranças daqueles tempos de sabores intensos e mais gostosos. A saudade vira a nossa melhor amiga. Feliz daquele que ainda guarda uma criança dentro de si…


Na foto principal, lá no alto, a criançada que frequentava a Argos, nos anos 1950: meninos jogam uma disputada partida de futebol durante o ‘recreio’


 

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