Idosa de Jundiaí envolvida em CAIXA 2 morreu neste ano

Ana Maria Comparini Silva, até agora identificada como a idosa de Jundiaí envolvida no escândalo de caixa 2 da campanha do prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior (PSDB), morreu neste ano. A informação é do jornal Destak. Em 2016, ela doou R$ 293 mil para o político. No entanto, Ana Maria era aposentada e não tinha condições financeiras para isto. Ela teve a conta bancária usada no esquema, segundo apuração do Ministério Público (MP) de São Paulo.

Os promotores afirmam que tanto Ana Maria como a filha dela, Rita de Cássia Silva, funcionária de uma empresa também envolvida no esquema, não são ‘laranjas’. As duas sabiam que estavam envolvidas no caixa 2. Na denúncia feita pelo MP, elas responderiam por 17 crimes eleitorais. Os familiares da idosa, que morava no bairro Fazenda Grande, serão ouvidos como testemunhas.


Ana Maria ao ver foto de Auricchio: ‘Não sei quem é’

No dia 7 de julho do ano passado, o jornal RD – Repórter Diário -, de Santo André, publicou matéria assinada por Bruno Coelho com o título Doadora de R$ 293 mil a Auricchio Mora em Casa Humilde de Jundiaí (ao lado). Coelho esteve no Fazenda Grande e conversou com Ana Maria. Ao ver a foto do prefeito de São Caetano, ela respondeu que não sabia de quem era. 

O texto descreve a casa da idosa e deixa claro que ela não teria condições de contribuir com a campanha. “Ana Maria doou R$ 293 mil a Auricchio e, para isto, deveria registrar, em 2015, um rendimento bruto superior a R$ 2,9 milhões. No entanto, o MP constatou que a moradora não apresentou declaração do Imposto de Renda em 2014 e 2015, o que ampliou a suspeita de irregularidades e impulsionou o pedido de quebra do sigilo bancário, medida contestada pela defesa. As investigações seguem sob segredo de Justiça”.


A ação do Ministério Público poderá cassar a chapa encabeçada por Auricchio. Os sigilos fiscal e bancário dele e também do vice, Beto Vidoski (PSDB) foram quebrados. O pedido foi feito pelo promotor eleitoral de São Caetano Newton José de Oliveira Dantas. Porém, não foram informados detalhes, porque os dados são considerados como sigilosos e o caso segue em segredo de Justiça desde dezembro de 2016, quando a investigação começou.

Outro lado – “O prefeito de São Caetano está à disposição da Justiça Eleitoral para prestar todos os esclarecimentos necessários. Tem certeza da correção de sua conduta, confia na Justiça e acredita que os fatos serão esclarecidos”, informaram os advogados de José Auricchio Júnior ao jornal Destak. (Foto: RD – Repórter Diário)