IMG-20170717-WA0040Os jundiaienses mais novos provavelmente nunca ouviram falar que a cidade teve um Carlitos, animador de inaugurações de lojas, presente em todas as festas importantes, desfiles e comemorações.  O comendador Milton Domingos, ou melhor, o nosso Charles Chaplin, até parece que escolheu o dia que iria morrer: 1º de abril de 2008, o Dia da Mentira.

Na época, o texto de Willian Vieira, publicado no obituário da Folha  de São Paulo alguns dias após o falecimento, explica bem quem foi o Carlitos jundiaiense. A começar pelo título já que não se sabe onde acabava o comendador e tinha início o personagem: Milton Domingos ou Carlitos, Charles Chaplin de Jundiaí. “A bengala, o chapéu, o bigode e os pés virados fizeram história na cidade onde nasceu Carlitos de Jundiaí. Seu enterro foi embalado pela própria banda, tocando “Luzes da Ribalta” – a primeira vez que fez alguém chorar.

Comendador tema de documentário – Em Jundiaí, ele ganhou vida sob a pele de um comendador, Milton Domingos, que passou os anos animando inaugurações de lojas e desfiles. Foi homenageado diversas vezes, apareceu em programas de famosos.  Fez cinema. Teve tanta importância que a Folha de São Paulo publicou um texto sobre a morte dele. Virou documentário (produzido pela Rede Paulista/abaixo). 

CARLITOS
Foto Alex Censi
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Foto Alex Censi

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Arquivo Miguel Melleiro Junior

Milton Domingos se mudou pequeno para São Paulo. Tinha 15 anos quando começou a ver filmes do ator Charles Chaplin passados na paróquia, após a missa. Virou assíduo. “Tinha flexibilidade nas pernas” e juntou a “veia de artista” com os pés virados para fora. Tornou-se atração na igreja, nas festinhas, e até na empresa onde consertava elevadores.

De volta a Jundiaí, lá pelos 20 anos, não parou de imitar. Tinha a roupa negra, o chapéu, a gravata e a bengala. Era só se caracterizar para agradar a uma cidade inteira. “Também trabalhou de verdade”, diz a viúva. Era bom vendedor na vinícola, onde se aposentou. Fez até propaganda na TV sobre vinagre.

Já em 1967 era celebridade local, ao vencer o concurso de Melhor Imitador do Brasil, feito por Silvio Santos(foto abaixo). Desde então passou a animar de festa a jogos de futebol. Como Carlitos, se apresentou no teatro e no cinema – encenou “O Ébrio” e gravou “Crepúsculo do Ódio”. E fez até ponta em novela, com a Banda do Carlitos, criada por ele para animar festas.

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Foto Juliano Saad

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Fim do Carlitos – Domingos tinha três filhos e dois netos. Quando fez 60 anos de carreira, em janeiro, ganhou uma mostra na biblioteca. Não foi ver. Morreu no dia 1º, aos 75, de câncer”, informou a Folha de São Paulo no dia 8 de abril de 2008.

Na sessão de entrega de título honoríficos pela Câmara, no final daquele mesmo ano, Milton recebeu uma homenagem póstuma. No ano anterior ele tinha recebido a Ordem do Mérito Municipal. Aliás, ele foi um dos cidadãos de Jundiaí que mais recebeu homenagens do Legislativo. Foi agraciado com a Ordem do Mérito Conde do Parnaíba, em 1981, e com a medalha Petronilha Antunes, em 2001.

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