A cada dia que passa, cresce a vontade de mudar de país. São tantas as decepções que ficamos desiludidos, não é mesmo? É complicado, para não dizer impossível, planejar qualquer coisa em nossas vidas, pois no Brasil o futuro é sempre uma má notícia, fruto dos solavancos na economia, das disputas políticas, das mudanças absurdas das leis e tantas outras incongruências tupiniquins bem típicas. Daí vem à lembrança ditos populares como: o último apague a luz ou Congonhas é a saída.

Muitos amigos meus já sofreram com essa desilusão e optaram pela saída por Congonhas. Foram morar fora, em países como Portugal, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos. Não é uma decisão fácil e lá fora a vida também não é um mar de rosas para os estrangeiros. Mas mesmo com todas as dificuldades e a saudade de casa (que é enorme!), a maioria prefere ficar longe do Brasil.

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É mais fácil conviver com a solidão e a indiferença dos estrangeiros do que ter de encarar a violência desenfreada das grandes cidades brasileiras, o medo de ser assassinado e não voltar para casa, a preocupação de perder o emprego e não conseguir se aposentar, ter de investir os tufos na educação dos filhos e eles não conseguirem trabalho, de ficar sem assistência médica e por aí vai. Quem em sã consciência trocaria a estabilidade financeira comum em nações mais desenvolvidas pelas taxas abusivas criadas pelo Governo, que só servem para engordar o caixa da corrupção.

São tantas as dificuldades que o brasileiro enfrenta todos os dias por aqui, que fica difícil acreditar que num passado não muito distante milhares de estrangeiros já vieram para o Brasil em busca de uma vida nova. Quem diria! Nosso país já foi a terra das oportunidades, mas hoje se tornou terra de ninguém. O “país do futuro”, infelizmente, ficou pelo caminho. (Foto: sindigru.org.br)


VÂNIA ROSÃO

Formada em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Trabalhou em jornal diário, revista, rádio e agora aventura-se na internet.


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