“Mulher ao volante, perigo constante”. Quem nunca ouviu isso? O velho ditado revela mais sobre quem o diz, do que acontece na prática. É o que mostra um levantamento de 2017, da Seguradora Líder, responsável pelo Seguro DPVAT, que apontou do total de indenizações pagas em virtude de acidentes no trânsito, 25% foram para mulheres contra 75% para os homens. A direção feminina é mais responsável e mostra que tem paixão por carros.

Qual o sentido para que elas, mesmo sendo mais prudentes e cautelosas no trânsito como mostram as estatísticas, continuem sendo alvo? Não é difícil chegar a um denominador comum: preconceito. Para a jornalista Aleile Moura(foto), 33 anos, essa é uma questão que deve ser superada. “Nós somos capazes de dirigir um carro grande, como um SUV – veículo utilitário esportivo com porte avantajado, interior mais espaçoso e que trafega dentro e fora das cidades – ou seja lá o que for”, opina a jornalista.

Aleile é da turma que ama o universo automobilístico e defende este espaço. Ela criou o perfil da Direção Feminina (@direcaofeminina) no instagram. No perfil, ela conta sobre novidades do setor, suas experiências na direção de automóveis e as dificuldades que passam as motoristas iniciantes.

Mundo da mecânica feminina – Na construção e manutenção de veículos, elas também têm garantido lugar de destaque. Um bom exemplo deste protagonismo são as estudantes Nathália Bulhões e Letícia Passos, de 19 e 21 anos respectivamente. Estudantes do curso de Engenharia Mecânica, atualmente elas integram a Kamikaze Racing Team (KRT), uma equipe de estudantes que representa a Universidade Federal da Bahia (UFBA) nas competições Fórmula SAE Brasil.

Criada em 2004, a Fórmula SAE Brasil reúne estudantes de instituições públicas e privada de todo o país para porem em prática o que aprendem nos cursos de engenharia. As meninas têm o desafio de construir do zero um protótipo de automóvel tipo Fórmula.

Nathália e Letícia encontram no KRT um espaço onde podem construir com outras meninas, representatividade na universidade. Na atual equipe, o KRT UFBA conta com três lideranças femininas responsáveis por áreas de produção do carro. “Ano passado, Nathália era nossa líder de aerodinâmica e esse ano eu sou líder de powertrain. Os líderes têm como papel proporcionar a união dos sistemas, gerando o produto final, que é o nosso carro”, explica Letícia.

“Ouvimos muito que tem esse preconceito com a mulher engenheira. Na verdade, as pessoas de fora acabam gerando mais preconceito do que internamente”, explica Nathália. “Acho que se você gosta, se é apaixonado por aquilo que faz, independente de gênero, você consegue ultrapassar esses obstáculos”, completa Letícia. Agência Educa Mais Brasil

QUER BOLSA DE ESTUDO? CLIQUE AQUI

JUNDIAÍ DE ANTIGAMENTE. UMA VOLTA AO PASSADO. CONFIRA!

NO FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA, INFORMAÇÕES, DIVERTIMENTO E PROMOÇÕES. ACOMPANHE…