DURATEX: Em sete fotos, 56 anos de pioneirismo que marcou a Ponte…

DURATEX

Em 1954, a Duratex inaugurou sua fábrica em Jundiaí, encravada no coração da Ponte São João, para a produção de chapas de fibra de madeira, os populares ‘compensados’. A empresa faz parte do grupo industrial do Itaú, que teve como principal empresário Olavo Setúbal, engenheiro, industrial, banqueiro, e político. Na década de 70, Setúbal foi prefeito de São Paulo. Na década seguinte, foi ministro das Relações Exteriores do governo Sarney. Em março de 2010, a Revista Exame publicou que as linhas de produção de Jundiaí seriam desativadas. A Duratex literalmente deixou de existir. Deixou a Ponte e foi para Agudos. Seus prédios foram derrubados. Hoje, o imenso terreno nem parece que abrigou uma das maiores fábricas da cidade. A foto principal, acima, mostra a portaria nos anos 1970…

Foto: www.duratex.com.br

Segundo o site da Duratex, que conta com unidades funcionando em outras cidades, Jundiaí foi a primeira a receber equipamentos para produção de chapas de fibra de madeira. “Apesar da qualidade da matéria-prima, o brasileiro resistiu ao novo produto”. Alfredo Egydio de Souza Aranha confiou, então, no trabalho do engenheiro Olavo Egydio Setúbal, que assumiu a direção da empresa em 1956.

Foto: www.duratex.com.br

Entre 1961 e 1965, a empresa foi ampliada. A capacidade de produção foi duplicada. A Duratex afirma que construiu um terminal de estação ferroviária para receber convidados do Brasil e do exterior. Como resultado desses investimentos, as vendas aumentaram e o mercado começou a ver a marca com confiança.

No Facebook do professor Maurício Ferreira, o Sebo Jundiaí, Nerci Andretto publicou a foto acima. O comentário dele: “Quando se falava na desativação da Duratex de Jundiaí, na década de 90, Olavo Setúbal rechaçava a ideia com a frase: “Não se esqueçam que foi lá que tudo começou”. Após da morte dele em 2008, prossegue Andretto, a empresa teria sido desativada pelo filho do ex-prefeito de São Paulo. No auge, a Duratex chegou a ter 1.500 funcionários.

A imagem acima é de 1967 e foi publicada pela revista Manchete. Mostrava a construção do que passou a ser conhecido como ‘Viaduto da Duratex’. Só os pilares podem ser vistos na foto. A fábrica está no alto da foto, depois da linha de trem, com seus prédios brancos e pontiagudos…

Mais uma foto de 1967, de autoria de Ademir Moda, registrando a inauguração do viaduto Sperandio Pelliciari, o Viaduto da Duratex. Administração do prefeito Pedro Fávaro. A Duratex está ao fundo. Nesta imagem é possível ver bem(e relembrar) o formato da fábrica, cheia de triângulos.

Do Escadão, entre a rua Barão de Jundiaí e a rua Vigário JJ Rodrigues, Ademir Moda fotografou a região da Ponte e acabou flagrando as chaminés da Duratex despejando fumaça nos céus da cidade na década de 1960. A postagem feita na página do Sebo Jundiaí lembra que a moagem do eucalipto, matéria prima para fazer o compensado, gerava um caldo escuro que era despejado no rio Jundiaí.

O fim – A Revista Exame publicou com um mês de antecedência o fim das três linhas de produção de chapas finas de fibra de madeira prensada em Jundiaí. Esta linhas, com capacidade de 150 mil metros cúbicos por ano, eram consideradas obsoletas, de acordo com a publicação.

Em Agudos, a produção saltou para 800 mil metros cúbicos, promovendo, desta forma, um maior ganho de produtividade. A Exame dizia ainda que “com a desativação em Jundiaí, grande parte dos trabalhadores será demitida, havendo a possibilidade de transferência somente para algumas atividades que não são diretamente ligadas à linha de produção. Foi oferecido um pacote de desligamento aos funcionários, com todos os benefícios previstos em lei, além de um complemento à aposentadoria em parceria com a fundação Itaúsa e a extensão de assistência médica por até 12 meses”.

PARA MAIS JUNDIAÍ DE ANTIGAMENTE CLIQUE AQUI

O texto afirmava ainda que “os cortes vão contribuir para a redução de gastos da empresa, que também terá uma importante diminuição de custos operacionais. A planta de Jundiaí, devido à sua localização, embutia maiores gastos com logística e suprimento de madeira. O valor estimado para o encerramento das atividades na cidade é de aproximadamente R$ 8 milhões, contra um ganho de 23 milhões de reais decorrentes das economias previstas e do consequente aumento de produção”.

VEJA TAMBÉM

GINECOLOGISTA LUCIANE WOOD FALA SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS VACINAS NO PRÉ-NATAL.

OS 103 ANOS DA ESCOLA PROFESSOR LUIZ ROSA

NA FISK DA RUA DO RETIRO TEM CURSO DE LOGÍSTICA

ACESSE O FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA: NOTÍCIAS, DIVERSÃO E PROMOÇÕES

PRECISANDO DE BOLSA DE ESTUDOS? O JUNDIAÍ AGORA VAI AJUDAR VOCÊ. É SÓ CLICAR AQUI