EDUCAÇÃO HÍBRIDA

EDUCAÇÃO HÍBRIDA

O fechamento das escolas provocou um considerável conjunto de situações absolutamente incomuns nas vidas escolares, cujo principal elemento de identificação é a imutabilidade. Escolas são sempre as mesmas há muito tempo. Nada muda, embora o mundo caminhe com velocidade acelerada. O cotidiano é o mesmo com professores e alunos desempenhando os mesmos papéis, nos mesmos lugares de, no mínimo, um século atrás. O uso de diferentes modalidades como a Educação Híbrida nunca foi considerado. Do mesmo modo pouco importa se novos equipamentos e tecnologias mudaram nossas vidas de forma radical. Quem consegue prescindir de um celular nos nossos dias? Mas o que diz a escola: “deixem seus telefones em casa, ou desliguem seus telefones”.

Com a presencialidade interrompida a criatividade entrou em cena. Forçados a buscar formas de dar continuidade aos períodos letivos a educação remota, derivada da educação a distância de respeitabilidade, até então, duvidosa, transformou-se no único modelo viável para que o ensino e as aprendizagens permanecessem ativos. Os professores se reinventaram e passaram a produzir um incrível arsenal de atividades on-line. Desdobraram-se e passaram a atender em todos os meios e formas possíveis seus alunos das mais diversas origens e condições. A escola e todos aqueles que convivem com o processo educativo encontraram saídas para garantir horas e dias letivos. Mantiveram a escola “funcionando”.

Curiosamente, ao contrário daqueles que acreditavam que este ano de 2020 seria um ano escolar perdido, os resultados foram surpreendentes e talvez estejamos construindo os novos paradigmas educacionais que tantos ansiavam. Descobrimos, por exemplo, embora agora pareça óbvio, que quem estuda aprende mais do que quem só assiste aulas. Que as atividades escolares podem ser realizadas em outros espaços, para além das salas de aulas. Que novas tecnologias e novas metodologias podem ser incorporadas possibilitando a consecução de melhores objetivos de aprendizagem. E, pasmem, que os celulares podem ser bem-vindos aos ambientes escolares.

Neste cenário surge um componente novo, pelo menos em seu contexto, a Educação Híbrida, que como todo termo novo em uma determinada área provoca desconfiança e inevitavelmente atrai discursos nem sempre bem fundamentados sobre o seu significado. “Educação Híbrida é uma proposta pedagógica que combina atividades presenciais e remotas, mediadas por professor, com metodologia e tecnologia próprias, estruturadas nos multimeios disponíveis”. Esta é a definição da ANEBHI – Associação Nacional da Educação Básica Híbrida – que tem realizado um grande esforço para que as modalidades de ensino que o hibridismo possibilita sejam definitivamente incorporadas ao cotidiano escolar com protagonismo do aluno e valorização da aprendizagem.

Se bons marinheiros são forjados nos temporais a crise que se abateu sobre escolas, alunos, famílias e professores, pode ter determinado um avanço de grandes proporções no desenvolvimento educacional removendo dos ambientes escolarizados a mesmice, a contagem de tempo e de horas, a fragmentação das disciplinas, a concentração no ensino e nas salas de aulas, o conteudismo e o tradicionalismo, para que novas metodologias, novos modelos, o foco na aprendizagem, o uso de diferentes espaços e tempos, o professor mediador possam ocupar um lugar de destaque em uma nova escola e uma nova educação.(Foto: MCTIC/Agência Brasil)

FERNANDO LEME DO PRADO

É educador

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