Emoção com arte foi o que aconteceu na semana de 26 de março a primeiro de abril, na Casa da Fonte, projeto mantido pela Companhia Saneamento de Jundiaí – CSJ. Segundo os alunos, envolvidos com a atividade, ajudou, em um mundo tão árido, perceber e demonstrar o que é amor, sem se perder da tecnologia a serviço do ser humano, que dá voz também aos silenciados e estimula o sonho por uma vida melhor.

Tudo se iniciou com um contato, em meados de março, do Marcelo Peroni, gestor de Cultura da Prefeitura Municipal – de eficiência no que faz -, sobre sua amiga, atriz dinamarquesa, e o marido, que pretendiam realizar uma oficina de artes visuais com pequeninos e um pouco maiores residentes em bairro distante do centro.

Poucos dias depois, mensagem foi da Layla Mollerup, diretora e atriz da companhia dinamarquesa TeaterKUNST, desejando saber sobre o interesse em recebermos o projeto que ela e seu marido e parceiro artístico elaboraram para crianças e adolescentes brasileiros que habitam as periferias. Vieram, no mesmo dia, conhecer o espaço. Ele, Sonny Eintsen, diretor, fotógrafo e desenvolvedor de software de Loudcode. Entendimento perfeito com a nossa gente e o ambiente. De imediato, se tornaram um conosco. Algumas coisas só aprendemos com a sintonia do olhar e do coração. E como a Layla e o Sonny possuem isso! Há ensinamentos proclamados do alto de um pedestal e se perdem pelos meandros dos dias. Há sabedoria partilhada que dá leveza e encanta as pegadas de cada um para sempre, como o deles.

Chegaram as palavras que deram o tom para a musicalidade da alma: amor, segurança, insegurança, paz, amizade…Chegaram jogos de teatro e os minifilmes a respeito das emoções. Mais parceiros se somaram à Layla e ao Sonny, o artista mineiro Lucas Pradino para editar os filmes e Sammy Rasmussen que doou o servidor para o futuro site do projeto: “The World is our Playground”. Que lindo! Que maneira diferente de identificar aquilo que se sente e de se superar. E teve mais: os vídeos disponibilizados em QR Code, que a maioria ignorava. Como desvendar um mapa de tesouro; como esfregar uma lâmpada mágica, através da leitura do código de barras bidimensional, e o gênio aparecer e lhe falar: “Você é capaz. Você é um grande ser humano. Você vale a pena”.

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Uma experiência incrível que permanecerá na história e no imaginário de nossos alunos. Um divisor positivo nessa fase de desenvolvimento dos adolescentes. Uma vivência incrível de saberes novos para nossa equipe.

Recordo-me da história do “Patinho Feio” do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Com Layla e Sonny, nossos alunos foram cisnes.

Gratidão ao Marcelo, por nos sugerir, e à Layla e ao Sonny que são do conhecimento, da dedicação e da sensibilidade que acrescentam esperança.


MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE

Com formação em Letras, professora, escreve crônicas, há 40 anos, em diversos meios de comunicação de Jundiaí e, também, em Portugal. Atua junto a populações em situação de risco.


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