Escrevemos nossas HISTÓRIAS

Contar histórias é o que mais a gente sabe fazer. Jornalista adora ouvir causos e já imaginar uma pauta (assunto que vai ser tratado no jornal/rádio/TV), uma reportagem, encontrar personagens… E quando o Marco Sapia me convidou para escrever um artigo aqui, aos sábado, para o Jundiaí Agora, não pensei duas vezes: vou falar do quê? De histórias!

Nos mais de 20 anos de profissão, este tipo de ‘produto’ é que o não falta. Tem para todos os gostos: triste, emocionante, alegre, engraçada, comovente… Meu objetivo principal é mostrar que nós mesmos escrevemos as próprias histórias.

Quando fazia reportagens policiais, caiu em meu colo a história de um homem que havia sido preso “por engano”, acusado de tráfico de drogas. Ele estava no antigo Cadeião do Anhangabaú(foto principal), aguardando julgamento. Gente de dentro da cadeia, mesmo, estava inconformada com a prisão, pois o homem tinha mais de 30 anos registrado na mesma empresa e nunca havia tido qualquer problema com a Justiça.

Como sempre fui apaixonado pelo jornalismo investigativo, lá vou eu esmiuçar esta história. Depois de ter atendido o pedido para entrar no Cadeião e poder conversar com o preso, me deparei com uma situação que mais parecia filme.

Imagine você acordar de manhã e resolver fazer um churrasco! Troca de roupa, passa a mão na chave do carro e segue até o supermercado mais próximo. Pega a carne que mais gosta, passa no caixa, paga e ao sair ouve em alto e bom tom: “Polícia! Mãos na cabeça!”.

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Pois é…. foi exatamente isso que aconteceu com este homem. A acusação era de que ele estava traficando drogas e que havia sido preso em flagrante com grande quantidade de cocaína. Os policiais eram de São Paulo, de uma delegacia especializada neste tipo de crime. Algemado, jogado no porta-malas da viatura, ele não teve tempo sequer de avisar um conhecido ou alguém da família sobre o que havia acontecido. Tinha sido avisado pelos policiais que seguiria para São Paulo, onde o flagrante seria registrado.

Nem ele mesmo entendia por que aquilo estava acontecendo. Algo pior, no entanto, estava para marcar completamente a vida deste homem. No meio do caminho, a viatura parou.

Continua na próxima semana


EMERSON LEITE

Formado em Jornalismo pela UniFaccamp; Pós-graduado em Segurança Pública e Cidadania pela Faculdade Anhanguera; Atua na área desde 1995: passou por rádios, jornais impressos, site e desde 2010 trabalha como assessor de imprensa na área política.