FANTASMAS do passado

O trauma é algo comum. Os fantasmas do passado são inúmeras ocorrências que traumatizam adultos e especialmente crianças, adolescentes. Podem ocorrer no âmbito doméstico, na cidade onde reside ou em eventos de proporções amplas, como guerras, que afetam uma ou mais nações. Não precisarei descrever a vida dos refugiados.

Desde o período bíblico, o mundo conhece casos e casos. Vamos pegar do período da Primeira Guerra Mundial para cá. O mundo dividido. A “guerra fria”. Nazistas, capitalistas, comunistas… milhões de mortos. Traumas não só nos sobreviventes, que pegaram aquele período. Existe um “trauma” que assombra a atual sociedade, especialmente nas nações em desenvolvimento, como o Brasil, e as subdesenvolvidas. Os fantasmas do passado resistem a partir da disseminação de planos, teorias, admiradores e seguidores de ideias e ideais que marcaram um período em nosso planeta.

Há nazistas por aí. Como há peronistas. E outros tantos “istas”. Mas na prática, o mundo, que não conheceu o comunismo (nenhuma nação chegou ao estágio final do socialismo), vive algo novo que engloba o capitalismo e o socialismo. Este algo novo também assombra alguns (a tal da “Nova Ordem Mundial”). Porém, a essência desta novidade não é conhecida, mesmo dos mais estudiosos e visionários. Muito se fala, pouco se acerta, justamente porque a divisão (direita x esquerda) olha somente a partir de seu ponto de doutrinação, tal qual se cada lado tivesse um cérebro, como de fato existia no período da guerra fria.

A “abertura” oriente/ocidente, a queda do muro e toda aquela movimentação era inevitável diante de algo que estava nascendo e dominou a todos: o mundo virtual. A informação ao alcance de todos. Nada mais poderia ser escondido dos povos. Política, religião, economia, cultura… tudo ao alcance de todos… e misturado. Fato. Assim como do lado de lá, nos anos 70, não se permitia livros da “cultura ocidental capitalista”, no Brasil do período militar não estavam ao alcance da massa livros que falavam de socialismo. Isso acabou com a chegada da abertura, que coincidia com o boom tecnológico e mais à frente a internet.

Não houve nenhuma conspiração. Trata-se do caminhar da humanidade. Os “cérebros” sabiam o que estava por vir. E isto se chamou globalização e globalismo. Mas aqui entra mais uma divisão… a globalização é referente à economia globalizada, na essência capitalista. Já o globalismo seria “o irmão bastardo”, ou, o “patinho feio”. Isto porque esta aldeia global já formada injetou nas veias mundiais os dois lados outrora inimigos. Sim, outrora, porque a história mostrou que a divisão e o confronto poderiam acabar com o mundo.

O confronto foi substituído por diplomacia, dentro dos países que conseguem, até o momento, se equilibrar no centro, justamente o ponto-chave da globalização… e do globalismo! Não, nada de conspirações de Soros e similares. Não há um cérebro comunista. Existe a formação de nações que passam a trabalhar os dois lados, o capitalismo e o socialismo. Evidente que falando abertamente desta forma, incomoda e provoca a ira daqueles que sonham com um mundo dominado por um só lado, os utópicos da direita e da esquerda, presos aos fantasmas do passado e aos ideais que o século 20 mostrou serem impraticáveis.

Os conflitos existentes no mundo, especialmente no Brasil nesta transição de uma pseudo-esquerda para uma pseudo-direita, são consequências da falta de visão do que é o mundo globalizado, tanto na economia como na cultura e sociedade. Enquanto as nações do Hemisfério Norte (especialmente a Europa) estão na faculdade e debatem como administrar este conjunto, o Brasil insiste em permanecer no ensino médio, por vezes até retrocedendo ao fundamental, alimentando uma guerra partidária e ideológica, em vez de buscar compreender a realidade mundial, a nova fase, do mundo sem fronteiras de raça, credo, ideologia, cultura…

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Os insistentes na ressurreição dos velhos formatos ideológicos estarão sempre aí, nas redes sociais, virou até prazer malhar a direita e a esquerda. Enquanto isso a globalização e o globalismo avançam, e pegarão estes de surpresa… se estivem por aqui até lá. Se chamam isto de terceira via, não importa. O fato é que ela é inevitável. Porque o globalismo não vive sem a globalização e a globalização não vive sem o globalismo.O “irmão bastardo” tem sua função. Estão misturados ao sangue que corre nas veias das nações, mesmo daquelas que tentam resistir e fazer ao seu modo, que é o caso dos Estados Unidos.

Como tudo isto é inevitável, o caminho é se libertar dos fantasmas do passado para fazer com que esta nova fase que o mundo inicia seja, de fato, boa. Convém vigiar. Mas inútil tentar impedir o caminhar das coisas.(Ilustração: Youtube)


GEORGE ANDRÉ SAVY

Técnico em Administração e Meio Ambiente, escritor, articulista e palestrante. Desenvolve atividades literárias e exposições sobre transporte coletivo, área que pesquisa desde o final da década de 70.


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