jundiai de antigamente (1)No dia 28 de setembro de 1871 foi promulgada a Lei do Ventre Livre. Assinada pela princesa Isabel, a lei libertava todos os filhos de mulheres escravas nascidos desde então. Em Jundiaí e região havia muitas plantações de cana-de-açúcar e café. Naquela época se escrevia ‘Jundiahy’. Apenas três anos após a promulgação da Lei do Ventre Livre, a Gazeta de Campinas anunciava a fuga do escravo Zeferino, de Dona Anna Joaquina do Prado Fonseca (abaixo). As crianças poderiam ser livres. Mas os adultos seguiriam sendo escravizados até o dia 13 de maio de 1888, quando a mesma princesa Isabel assinou a Lei Áurea.

ESCRAVO

O registro feito pela ‘Gazeta’ é repugnante. Zeferino é descrito como se fosse um animal. “Tem sinais de catapora e de cáustico sobre as costelas direitas”, diz o texto de 15 linhas. No caso, ‘cáustico’ provavelmente referia-se aos sinais na pele deixados por chicotadas.

A foto principal mostra a senzala da Fazenda Nossa Senhora da Conceição, no Mato Dentro. A fazenda foi inaugurada em 1810 e pertenceu ao Barão de Serra Negra. Hoje sedia o Museu do Café e é um dos roteiros do turismo rural de Jundiaí.

VEJA TAMBÉM:

DOMINGOS ANASTASIO, MÉDICO ITALIANO QUE VIROU MITO E ‘SANTO’ EM JUNDIAÍ