FUTURO SILENCIOSO

futuro silencioso

Quando Rachel Carson escreveu “Primavera Silenciosa”, a situação climática ainda não era catastrófica. Foi publicado em 1962, depois de quatro anos de pesquisa. Ela mostrou que o DDT causava câncer e, portanto, morte. Até hoje a ciência não descobriu a vacina para tumor cancerígeno. Décadas se passaram e o cenário é de um futuro silencioso.

Só que de pouco valeu essa contribuição, que alertou algumas consciências sensíveis, mas não repercutiu na mente ambiciosa dos governantes, que preferem continuar a investir em armamento e a fazer do agronegócio um espaço para os agrotrogloditas.

Vários filmes foram produzidos com previsões trágicas para a humanidade. O Brasil sofre um lamentável retrocesso em sua política ambiental. É que a ignorância confunde o tempo e o clima. Tempo é um flash, enquanto que o clima é algo constatável durante longo período.

As mutações climáticas geradas pelo ser humano, este mísero inquilino do planeta, já se fazem sentir. Ilhas são submersas, o mar toma áreas hoje entregues às praias, chuvas torrenciais e secas prolongadas.

A ONU, que não tem soberania, nem poder para impor suas orientações, congrega cientistas de todos os países e elabora o IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. É consenso que já não estamos mais na fase de mudança climática. Mergulhamos numa crise climática, da qual talvez não haja mais retorno.

Os gases de Efeito Estufa continuam a ser expelidos, as florestas prosseguem o ciclo da devastação, a poluição atinge níveis inacreditáveis e a produção de resíduo sólido que vai tornando a Terra uma esfera coberta de lixo é algo que só a vã pretensão dos homens não consegue enxergar.

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Que mundo vamos deixar para nossa descendência? Melhor ainda, é hora de indagar: haverá condições saudáveis de vida num planeta exaurido, maltratado, que vê desaparecer a biodiversidade e enfrenta crise após crise, sem se converter para aquilo que realmente interessa? O autoconhecimento, o amor pelo próximo, o respeito pela natureza e a resposta exigida para o equilíbrio dos seres ditos racionais: qual o seu futuro? Por que você nasceu? Tem certeza para onde vai depois deste percurso, cada vez mais perigoso, breve e frágil?(Foto: Agência Brasil)

JOSÉ RENATO NALINI

Desembargador aposentado, reitor da Uniregistral, docente da Pós-graduação da Uninove e Presidente da Academia Paulista de Letras.

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