Durante cerca de 15 anos, o Gordon’s funcionou na rua XV de Novembro. Do início dos anos 1980 até a metade da década seguinte, o drive-in que não tinha cinema era o reduto dos adolescentes. Muitos namoros começaram no terreno tomado pelo silêncio e escuridão. Hoje, todas as lembranças, amores, beijos que ali ocorreram estão enterrados no estacionamento do Assaí Supermercados. Era exatamente ali que ficava o Gordon’s.

Antes de mais nada é preciso entender o contexto em que este estabelecimento passou a existir. Jundiaí não tinha shoppings. Não havia lanchonetes de fast foods. Mas os clubes como o Grêmio e São João promoviam bailes nos finais de semana. Então, aí entra o primeiro público atendido pelo Gordon’s: garotos e meninas que saiam esfomeados das ‘danceterias’ e iam a pé até o local, pediam lanches e os devoram sentados em frios bancos de cimento. Estes jovens, depois de ‘abastecidos’ seguiam para casa em grupos, quase sempre caminhando e literalmente cantando pela madrugada jundiaiense. Lembrando que, assim como hoje, os ônibus deixavam de circular às 23h30. Mas raramente se ouvia falar de assaltos a pedestres. Velhos tempos, belos dias!

O outro público era dos mais afortunados. Ou melhor: daqueles que tinham pais que deixavam os filhos dirigir. Eles passavam pelos adolescentes esfomeados que estavam na calçada, cruzavam o portão e seguiam para o imenso terreno. Ali estacionavam e quando queriam pedir algo, era só acender a lanterna. Rapidamente um funcionário do Gordon’s aparecia e anotava o pedido. Até a chegada do sanduíche, o casal não podia abusar no amasso. Afinal, o atendente poderia ver coisas impublicáveis aqui. Pedido entregue, os apaixonados saboreavam uma Vitamorango, uma Vaca Preta, uma Vaca Amarela. Ou os lanches Carijó ou Hamburgovo, disparado os mais pedidos.

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Sabia-se que o namoro estava dando certo se os vidros dos carros ficavam embaçados. Muita gente que hoje está na faixa dos seus 35 anos foi concebida num carro estacionado no Gordon’s, com muito refrigerante, gordura trans e músicas de FMs ou fitas cassetes. Um terreno, com uma lanchonete simples e meia dúzia de funcionários que fazem parte da vida amorosa de uma geração inteira!

O Gordon’s sem nenhum luxo mas cheio de romantismo acabou quando os proprietários resolveram tornar a ideia mais requintada e construíram uma grande estrutura na avenida Antônio Frederico Ozanan, perto da Ateal. Além dos lanches, o novo Gordon’s era uma imensa loja de conveniência. Infelizmente a ideia não deu certo.

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