jundiai de antigamenteTodo jundiaiense com mais de 50 anos se lembra do Carro 13 da Guarda Municipal. Era um Chevrolet furgão, ano 1950, que tinha o apelido de ‘boca de sapo’. O 13 era temido. Virou uma lenda na cidade e região já que era sinônimo de autoridade e ordem pública. A viatura circulava também por Várzea, Campo Limpo e Cajamar já que até o final dos anos 1960, estas cidades eram bairros de Jundiaí. Vale a pena citar também que a GM de Jundiaí é uma das mais antigas e atuantes do Brasil. Foi fundada no dia 24 de novembro de 1949, quando seus homens faziam patrulhamento a pé ou de bicicleta, das 18 às 6 horas. Também usavam uma caminhonete emprestada da Prefeitura.

Com a chegada do Carro 13, que além de cuidar da ordem pública também atuava como ambulância, a viatura passou a ser a solução de todos os problemas da população. Foi daí que nasceu um bordão que seria usado por anos e anos. As crianças não obedeciam ou não comiam direito? Adolescentes brigaram? Vizinhos se desentenderam? O bêbado estava incomodando? Alguém sempre gritava: “eu vou chamar o 13”. Pronto! A paz voltava a reinar tamanho era o respeito que a população tinha pela viatura e seus ocupantes.

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O guarda municipal Brás e o carro 13: a viatura original da corporação virou uma lenda na cidade e era símbolo de respeito
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O inspetor Silva e os guardas Luís e Félix: trabalho em Jundiaí e região
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Efetivo: Homens da GM, na rua Rangel. Ao fundo, a Prefeitura que ficava na rua Barão. Neste local, hoje há um banco

Em 1966, o Carro 13 já estava desgastado pelo tempo. Foi leiloado e terminou seus dias fazendo entrega de pão e leite. Em 1991, o então comandante da GM, o advogado Tarcísio Germano de Lemos, um apaixonado pela história e tradição da viatura, comprou um Chevrolet Veraneio e mandou estampar o número 13 nas laterais. Era uma forma de tentar trazer os bons e velhos tempos de volta.

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Somente em 2001 é que o 13 voltou para casa. Na gestão do coronel Cláudio Benevides, um furgão ano 51, ‘boca de sapo’ igualzinho ao original(inclusive na cor), foi comprado e reformado (fotos acima, a partir da placa do veículo e abaixo). O autor da restauração foi Marcos Mamede, funcionário do Centro de Serviço da Prefeitura. Ele contou com a equipe do Centro para fazer um trabalho mais do que perfeito!

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