Há poucos anos quebrar a barreira dos 300 km/h era coisa para carros de Fórmula 1 ou de algum superesportivo ultra exclusivo. Hoje, vários esportivos de produção em série da Lamborghini, Porsche, Ferrari, Audi ou coisa que os valham já alcançam os 300 por hora sem muito esforço e transformam essa façanha em coisa corriqueira. Pois é, quer propaganda melhor do que ser o mais rápido do mundo? E é aí que essa briga de egos se perde nos limites. Há menos de 10 anos o Bugatti Veyron passou dos 300 km/h e, logo em seguida, os suecos da Koenigsegg foram lá e chegaram perto dos 400… E aí, a Hennessey fabricou o Venon GT e passou dos 400… (veja o vídeo clicando aqui). E essa briga de recordes segue até hoje, com cada fabricante tentando ser mais rápido que o outro. Agora, a Hennessey entrou na disputa e deu um cala boca em todo mundo…

Os texanos da Hennessey literalmente chutarem o balde… A fabricante norte-americana, conhecida por seus veículos de alto desempenho, lançou esta semana o Venon F5, um hiperesportivo de 1.842 cv de potência capaz de bater dos 500 quilômetros por hora e acelerar de 0 até 0s 200 km/h em menos de 5 segundos! Sim, meu caro leitor, não se trata de nenhum erro de digitação… um, dois, três, quatro, cinco e o F5 já está a 200 por hora!!!

O mais incrível é que esse carro não é nenhum protótipo ultrapreparado não… Ele será produzido em pequena escala, mais precisamente 24 unidades, que começam a ser entregues aos clientes em 2021. O preço? Eu conto daqui a pouco, segura aí.

Leveza + potência = velocidade – A fórmula para ser rápido não é nenhuma novidade. O Venon abusa dos chamados materiais compostos para ser leve. A estrutura do F5 é feita com fibra de carbono, que para quem não conhece nada mais é do que uma trama de tecido feita com fios de um tipo de plástico chamado de poliacrilonitrila. Mas a fibra de carbono também pode ser feita de piche. Pois bem, esses fios são queimados até virarem carvão, ou carbonizados,a temperaturas que passam dos 800 graus centígrados. Depois de tecidos como qualquer pano comum, eles são unidos por uma resina.

Bom, mas deixando de lado essa explicação pra lá de simplificada do que é a fibra de carbono, o fato é que a carroceria do Hennessey F5,que usa tubos de carbono e painéis do mesmo material pesa somente 86 kg. Na balança, com o carro totalmente montado, o modelo chega aos 1.360 kg, ou cerca de 300 quilos à mais que um VW up! TSI, que pesa 1.003 kg vazio. Porém, se você colocar 4 adultos pesando 75 quilos cada dentro do compacto da Volks ele chega ao peso do F5. Entendeu?

O motor V8 de 6.6 litros, que produz 1.842 cv e 164,8 kgfm de torque tem bloco de aço forjado e pesa apenas 289 kg. A Hennessey equipou o esportivo com uma transmissão semi-automática de 7 velocidades, transmitindo a força para as rodas traseiras de 20 polegadas calçadas com pneus 345 Michelin Pilot Cup Sport 2, enquanto a dianteira tem rodas de 19″ com pneus 265/35.

Espartano como todo esportivo deve ser – O design da carroceria ficou bem legal, mas não convence muito pela originalidade. O perfil e a frente remetem ao desenho das Ferraris, principalmente pelo desenho dos faróis. Já a traseira passa a impressão de ser uma “homenagem” aos esportivos da McLaren. Uma mistureba estilística, sem muita personalidade, mas que no final das contas ficou simpática… Fazer o quê, né?

Do lado de dentro do carro tudo é voltado para o piloto, com uma cabine bem simples e sem firulas. O volante é inspirado no manche dos aviões e nos carros de Fórmula 1, sem a parte superior para melhorar a visibilidade e ajudar o motorista/piloto a ficar na posição correta. Ele conta com a maioria dos controles integrados, como dos faróis, limpadores, setas e modos de condução.

Já o painel de instrumentos conta com duas telas pelas quais é possível acompanhar o desempenho do hiperesportivo e também navegar pelo GPS. E, como todo carro comum que se preze, o F5 tem conexão com Apple Car Play e Android Auto. Eu disse comum??? Ops, viajei…

Os pedais são feitos de alumínio usinado e os puxadores das portas trazem detalhes para mexer com o orgulho americano:o do lado esquerdo ostenta a bandeira do Texas e o direito a dos Estados Unidos.

Pelos poucos botões à disposição, dá para escolher cinco modos de condução: Sport, Track, Drag, Wet e F5. O modo F5 é o único que usa todos os 1.841 cv do esportivo, enquanto os demais mexem na entrega da potência, a atuação dos freios e no controle de tração.

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Prêmio da Mega… – E o preço? Ah, esse é um daqueles brinquedos caros, mas muuuuito caros. O Hennessey Venon F5 custa nos EUA 2,1 milhões de dólares, sem taxas ou frete. Numa conversão direta cerca de R$ 10,7 milhões. E ao menos que você seja um daqueles sortudos que faturam sozinhos a Mega-Sena acumulada, tenha se apaixonado pelo F5 e decide que vai trazer um para o Brasil é bom ir se preparando. Pagando todos os impostos de importação e etcéteras e táis, vai desembolsar a bagatela de cerca de 22 milhões de reais… Vai ser apaixonado por carro assim lá no Texas, hein? ©Joaquim Rimoli | AutoMotori 2020

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