JUÍZA DE JARINU ‘derruba’ superintendente-adjunto do Ipem

A juíza de Jarinu Isadora Totti Beraldo Montezano mandou executar a pena de dois anos de reclusão em regime aberto de Arlindo Afonso Alves(foto), ex-superintendente-adjunto do Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo, o Ipem. Ele é acusado de concussão(exigir vantagem indevida). A pena, divulgada no dia 1º de fevereiro, foi substituída por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária.

No sábado, o Diário Oficial do Estado publicou a dispensa de Alves do Instituto de Pesos e Mendidas. Ele próprio pediu para deixar o órgão. O ex-vereador Jânio Lorencini, que chegou a ser presidente da Câmara de Jarinu, se envolveu no caso e também foi condenado. A informação é do jornal Estado de Minas.

No primeiro dia deste mês, a magistrada mandou que ex-superintendente comparecesse em juízo para dar início ao cumprimento das penas. Segundo texto do Estado de Minas, “Arlindo e o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Jarinu, Janio Lorencini, foram acusados pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apontou que Arlindo dirigia por Jarinu ‘transportando irregularmente’ uma pessoa no compartimento de carga quando foi abordado por dois policiais militares. O caso ocorreu em outubro de 2009.

Segundo o processo, Arlindo gritou aos PMs que era “assessor parlamentar do deputado estadual Campos Machado (PTB)” e exigiu que seu carro não fosse guinchado. Para a Justiça, o ex-adjunto do Ipem reclamou para si vantagem indevida.

Jânio Lorencini, também de acordo com o processo, apareceu em meio à confusão e ordenou aos policiais que não registrassem o caso em boletim de ocorrência e nem guinchassem o carro. Caso contrário, seriam transferidos para uma cidade distante. Na defesa, o ex-vereador disse que apenas passava pelo local e não cometeu nenhuma irregularidade acreditando que era vítima de perseguição política dos policiais.

Ainda segundo o jornal mineiro, o superintendente-adjunto do Ipem foi lotado no gabinete do deputado Campos Machado (PTB) entre fevereiro e abril de 2001. Ele também foi assessor especial parlamentar da Liderança do PTB na Assembleia Legislativa de São Paulo, de fevereiro de 2011 a fevereiro de 2015.

Em 19 de junho do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou uma certidão de trânsito em julgado da condenação de Arlindo, que pegou dois anos de pena – substituída por restritivas de direitos. Após a publicação da certidão, o IPEM decidiu manter Arlindo no cargo.

EM JUNDIAÍ

SESSÃO DA CÂMARA VAI DISCUTIR PLACAS INDICATIVAS

“A sentença judicial mencionada não impõe a perda do cargo público de Arlindo Afonso Alves. Ademais, a ação penal em questão trata de fatos que se deram em data anterior a seu ingresso nos quadros do Ipem-SP, extrapolando desta forma a esfera funcional de atuação desta autarquia”, afirmou o Instituto na ocasião.

O Ministério Público de São Paulo, em 6 de agosto, recomendou ao Instituto que exonerasse Arlindo. Em setembro, o juiz Marcelo Theodósio, da 11ª Câmara de Direito Público, concedeu uma liminar que suspendia a recomendação da Promotoria e manteve Arlindo no cargo. O magistrado incluiu o caso na pauta do Tribunal do dia 5 de fevereiro.

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