15, dezembro , 2018
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No RJ, jundiaiense tem 41,25% dos votos e vai para 2º turno

O ex-juiz federal Wilson José Witzel(PSC), nascido em Jundiaí, foi o mais votado para o governo do RJ. Ele conseguiu, 41,25% dos votos e disputará o segundo turno contra Eduardo Paes(DEM), que teve 19,51% da preferência do eleitorado.

Em abril, Witzel concedeu esta entrevista para o Jundiaí Agora:

A caminho de Friburgo, onde faria campanha, o pré-candidato ao Governo do Rio de Janeiro, o ex-juiz federal Wilson José Witzel, contou que tem família na Ponte São João e vem com frequência a Jundiaí. “No último Natal estive na cidade onde nasci e que tenho muito orgulho. Passei a data com meu irmão e pude passear pelas ruas do bairro novamente”, revelou. Sobre a disputa eleitoral, Witzel, que é candidato pelo PSC, diz que acredita que ganhará no primeiro turno. Além da entrevista ao JA, ele também gravou um vídeo onde mandou um recado para os jundiaienses(abaixo):

Como foi a vida do senhor em Jundiaí?

Antes de mais nada queria dizer que tenho muito orgulho de ser jundiaiense. Nasci aí no dia 19 de fevereiro de 1968. Morei na Ponte São João. Foi neste bairro que fiz a pré-escola. Pouco tempo depois, com a doença de uma avó, tivemos de mudar para Marília. Quando estava na sétima série, voltamos para Jundiaí. Fui estudar no Siqueira de Moraes. Tive a grata felicidade de ter assistido aulas com grandes professores. Eles me prepararam para a escola técnica Vasco Antônio Venchiarutti, onde fiz o curso de Agrimensura.

O senhor chegou a trabalhar aqui?

Sim! Fui estagiário na Prefeitura de Jundiaí, mais precisamente na Secretaria de Finanças. Eu tinha uns 15 anos. Trabalhei num projeto de medição dos imóveis para cálculo do IPTU e cobrança de taxa de publicidade. Posso dizer com certeza que a minha vida pública começou neste emprego.

E depois?

Em seguida consegui trabalho em um escritório na avenida Odil Campos Saes. Muitas vezes saia da escola técnica a pé, cruzava a via Anhanguera e seguia pela avenida 14 de Dezembro até chegar ao meu emprego. Ali eu trabalhava como cartógrafo. Andei muito pelas ruas da vila Rami e do jardim Bonfiglioli. Também frequentei a Esportiva, o Clube Jundiaiense e o Clube dos Metalúrgicos. Tenho um carinho especial pelo Parque da Uva e pelo Bolão. Neste último, treinei atletismo. Fazia arremesso de peso.

O senhor vem sempre a Jundiaí?

Tenho parentes que moram ainda na Ponte São João. Tenho vários amigos de infância e juízes federais que vivem aí. Não os vejo com frequência. Mas mantemos contato pelo Facebook. Estou no Rio de Janeiro. Mas tenho o coração em Jundiaí. Gosto muito da avenida Nove de Julho. É muito bom rever a Serra do Japi que frequentei muito como escoteiro. Jundiaí tem o clima ameno como Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, para onde estou indo agora.

Antes de ser governador do Rio, o senhor não pensou em ser prefeito de Jundiaí?

Gostaria muito de ter esta honra! Mas a minha vida profissional e política é aqui no Rio. É aqui que estou me apresentando como pré-candidato. Quero ajudar a resolver os muitos problemas deste Estado. Aí em Jundiaí, aposto muito na minha cunhada, a Renata, como candidata a vereadora(risos). Tenho muitos PMs na família. Fico muito feliz quando posso ir para a Terra da Uva e andar por suas ruas…

Qual a sua percepção sobre Jundiaí?

A cidade cresceu muito. Quando passo perto do Vasco Venchiarutti fico impressionado com a quantidade de novas construções. Sou topógrafo. Tenho o olhar apurado neste sentido. Percebo que os prefeitos se preocuparam com o planejamento enquanto a cidade crescia. Hoje uma expansão imobiliária e isto é uma inspiração. Jundiaí também cresceu financeiramente.

Como o Rio de Janeiro entrou na sua vida?

Quando tive de prestar serviço militar optei pela Marinha de Guerra, onde também era atleta. Acabei indo para o Rio de Janeiro no final do curso. Iria receber salário de segundo tenente e ter a oportunidade de fazer uma faculdade. Fiz o curso de Tecnologia em Processamento de Dados. Prestei concurso na Prefeitura do Rio de Janeiro. Também fiz faculdade de Direito, entrei na Defensoria Pública e, por fim, fiz parte da magistratura federal. Também fui professor em várias faculdades.

 

O senhor teve de deixar a magistratura para concorrer ao Governo do Rio de Janeiro. Se perder, existe a possibilidade de voltar para Jundiaí?

Toda a minha estrutura profissional está aqui. Tenho um imóvel no Grajaú. Não sou mais juiz federal mas voltei a ser advogado. Em breve terei um escritório. Também voltarei a dar aulas. Recebi convite da Faculdade Estácio de Sá para lecionar na pós-graduação do curso de Processo Civil. Mas, eu não penso que posso perder. Aliás, vou ganhar no primeiro turno. Logo depois das eleições, ainda em outubro, começo a transição. E não penso no que acontecerá depois na política, caso isto não ocorra. Não penso em ser deputado ou senador. Para mim, política não é carreira.


ÁLBUM DE FOTOGRAFIA

Durante os anos de magistratura, Wilson José Witzel teve contato com políticos importantes, diplomatas, imortais da Academia Brasileira de Letras e até com integrantes da família real brasileira. Também há muitas fotos mostrando a importância que Witzel dá para a Polícia Militar e outros órgãos de segurança.

 

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