Que LÍNGUA PORTUGUESA é essa que estamos falando???

LÍNGUA PORTUGUESA

Consta que no Brasil falamos a Língua Portuguesa. Mas há controvérsias. O linguajar contemporâneo assimilou uma linguagem simiesca e onomatopaica. O uso intensivo das bugigangas eletrônicas produziu novo idioma. Ininteligível para quem deixou o mundo há algumas décadas.

O fenômeno é antigo. Cada geração tem sua modalidade de se exprimir. Machado de Assis, o fundador da Academia Brasileira de Letras, que entre outras missões, assenhoreou-se daquela de defender o idioma, já reconhecia: “Não há dúvida de que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Querer que a nossa pare no século de 500, é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas”.

Não é recente o reconhecimento de que o português do Brasil enriqueceu aquele praticado em terras lusas. Todavia, o bruxo do Cosme Velho tinha razão quando não considerava aceitável “a opinião que admite todas as alterações da linguagem, ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. A influência popular tem um limite; e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso, o capricho e a moda inventam e fazem correr. Pelo contrário, ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito, depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão”.

Outra vez invocável o princípio aristotélico do “in medius virtus est”. Equilibrar a novidade com a tradição. “Nem tudo tinham os antigos, nem tudo têm os modernos; com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum”.

Algo que mereceria atenção é o bom gosto. Se o Brasil é um país de pouca leitura, aquela que está nos rankings de maior vendagem parece não recomendar o brasileiro. Textos chulos, expressões que não ficam bem sequer na boca rústica do não escolarizado, em nada contribuem para o desenvolvimento de uma autêntica cultura nacional.

Falta muito para que as promessas tantas vezes reiteradas – País de leitores – terra de escritores, mocidade letrada, Brasil sem analfabetos, mereçam o mínimo de cumprimento.

Pensar que foi um português quem afirmou “minha língua é minha pátria”, faz pensar que ela anda bem estropiada em alguns ambientes. Até mesmo naqueles que têm por dever dar o exemplo.(Ilustração: Red Rose Shop/www.elo7.com.br)

JOSÉ RENATO NALINI

Reitor da Uniregistral, docente da Pós-graduação da Uninove e Presidente da Academia Paulista de Letras.

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