SUICÍDIO: Uma medida extrema que pode ser evitada

SUICÍDIO

O tempo me parece de desordem psicológica. Hoje, boa parte da população sofre com ansiedade, baixa autoestima, cobranças diversas da sociedade, bulliyng… Depressão! E a depressão é a principal condutora a uma medida extrema: o suicídio. O pior é que vemos nossos jovens se utilizarem dessa medida, cada vez mais, para tentar fugir de sua ‘triste’ realidade. Há poucos dias, um adolescente – estudante da rede pública de ensino – tirou a própria vida, em Jundiaí. Mas, qual seria o fator determinante dessa medida extrema? Cada um tem seu motivo, é claro, mas o que é comum nessa medida é o fato de não saber lidar com determinado problema, que quase sempre não é exposto, mas, sim, guardado pela pessoa, gerando muito sofrimento e dor.

O suicídio, segundo a psicóloga Mariana Pradella, é sempre uma tragédia global, pessoal, familiar e, infelizmente, silenciosa. E, se falar sobre morte no mundo ocidental já é um grande tabu, suicídio, então, soa quase como um palavrão. O fato é que é importante falar sobre o tema nas escolas, com a família, no ambiente de trabalho. Ao falar sobre o tema, automaticamente, fala-se sobre o sofrimento que leva a pessoa a tirar a própria vida. E passamos a ficar mais atentos aos mínimos sinais que nossos amigos e familiares apresentam.

Do ponto de vista da psicologia, segundo Pradella, é importante compreender o sofrimento para entender como se chega ao ato. E, a partir daí, prevenir! Uma pessoa em sofrimento carrega com ela uma série de sentimentos de culpa, vergonha, tristeza, raiva… Isso sem deixar de lado os fatores emocionais, psiquiátricos, religiosos, socioculturais, que também precisam ser discutidos. É preciso quebrar paradigmas e mudar comportamentos.

Tirar a vida, para grande parte dessas pessoas, é matar a dor que se está sentindo; é diminuir aquele sofrimento, e nem sempre a intenção é chamar a atenção, como muitos ainda acreditam, mas cessar aquilo que mais incomoda.  E isso tudo pode ser mudado se as relações sofrerem mudanças, se o assunto for tratado com mais frequência e as medidas preventivas forem de fato adotadas.

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Precisamos olhar com mais atenção e carinho para as pessoas, com mais caridade e humanidade. Precisamos cuidar melhor uns dos outros. Precisamos discutir sobre aquilo que nos aflige. Se o suicídio é silencioso, vamos prestar mais atenção em nossos amigos e familiares: isolamento, mudança de humor, alteração do sono, agressividade, tristeza extrema. E vamos nos solidarizar. Vamos ajudar essas pessoas a procurar um profissional capacitado para mudar esse panorama. É preciso estabelecer a ordem psicológica. É preciso amparar e proteger. É preciso cuidar!

VALÉRIA NANI

É jornalista pós-graduada pela PUC-Campinas e trabalha como assessora de imprensa.

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