MINORIAS também podem causar estragos na pandemia

MINORIAS

Na última terça-feira, o Brasil registrou 1.179 óbitos por coronavírus. Pela primeira vez desde o início da pandemia, o País passou de mil mortes em 24 horas. E o número de mortos não para de subir em todas as regiões, aumentando o medo e a insegurança de milhões de brasileiros. O mais incrível é que uma parcela da população parece alheia aos acontecimentos e mostra descaso com a própria saúde. São as minorias. Em Jundiaí, onde os números de  mortos e de pessoas contaminadas pelo vírus também é crescente, a situação não é muito diferente: ruas cheias, churrascos aos finais de semana, muita gente se exercitando em vias públicas e reuniões de amigos rolando soltas. E, desta forma, o pesadelo de quem zela por si e pelos seus só aumenta e ninguém segura as estatísticas. Triste realidade.

Só esta semana, Jundiaí esteve na grande imprensa duas vezes, por conta do coronavírus. A primeira, por causa de um encontro de carros de luxo, com imagens onde se via centenas de pessoas aglomeradas, muitas sem máscara, bebendo e se divertindo, como se nada estivesse acontecendo. Mais triste ainda fiquei ao ler dezenas de comentários publicados na reportagem que descrevia o fato.  Sim, alguns defendendo a iniciativa e o lazer e outros tentando conscientizar essa minoria capaz de causar um grande estrago na saúde pública jundiaiense. Agressões verbais e nenhum consenso. Aos mais cautelosos, muita consternação e medo.

E se não bastasse a repercussão deste caso, logo na sequência veio outro: um jovem jundiaiense em visita à mãe no hospital, sem máscara. Na selfie publicada pelo jovem – imagem e texto que ganhou repercussão na mídia – vê-se ao fundo do quarto de um hospital a mãe em uma cama e o rapaz, sem máscara, próximo a ela, exaltando a sua façanha. Na publicação o jovem reforça sua ideologia política e agride a sociedade. Em sua defesa, em rede social, após receber comentários em seu perfil, ele se justifica dizendo que a mãe não está com a doença. Oras, mas ele está dentro de um hospital, num período de pandemia e com todas as advertências possíveis. Então ele não está colocando somente a própria vida em risco, mas a de outras pessoas.

OUTROS ARTIGOS DE VALÉRIA NANI

BRINCANDO COM A VIDA. OU COM A MORTE

EMPATIA E MUITA FÉ

QUANDO VIVER O HOJE É NOSSA ÚNICA OPÇÃO

Portanto, não estamos falando de liberdade pessoal, mas de fatos que podem causar sérios problemas a quem nada têm a ver com as ideologias dessas pessoas. Esses dois casos, mais focados na nossa cidade, mostram o quanto estamos vulneráveis. Mas são exemplos do que ocorre Brasil adentro. Continuo na expectativa de que todos se conscientizem dos riscos que essa pandemia nos traz e que possamos, mesmo diante das restrições, cuidar de nós mesmos e, desta forma, assegurar que as pessoas ao nosso redor também fiquem bem e não lotem os hospitais em busca de socorro, pois no pico da pandemia não haverá como atender a todos. Cumprindo o básico das orientações passadas por médicos e cientistas conseguiremos vencer essa batalha. (Foto: Reuters / Bruno Kelly /Agência Brasil)

VALÉRIA NANI

É jornalista pós-graduada pela PUC-Campinas e trabalha como assessora de imprensa.

VEJA TAMBÉM

MENTE OCUPADA, FÉ E FOCO. AS DICAS DA MÉDICA LUCIANE WOOD PARA ENFRENTAR O ISOLAMENTO

COMO A VACINA CONTRA A GRIPE PODE AJUDAR NO DIAGNÓSTICO DO CORONAVÍRUS?

OS 103 ANOS DA ESCOLA PROFESSOR LUIZ ROSA

NA FISK DA RUA DO RETIRO TEM CURSO DE LOGÍSTICA

ACESSE O FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA: NOTÍCIAS, DIVERSÃO E PROMOÇÕES

PRECISANDO DE BOLSA DE ESTUDOS? O JUNDIAÍ AGORA VAI AJUDAR VOCÊ. É SÓ CLICAR AQUI