14, dezembro , 2018
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Os 107 anos do Polytheama, vários deles em RUÍNAS

Por muitos e muitos anos, dava pena de ver o Teatro Polytheama, na rua Barão de Jundiaí. Não passava de ruínas. Até o final dos anos 1980, a construção pomposa vinha sendo consumida pelo tempo. Até que o poder público decidiu trazê-lo de volta à vida. Neste mês, o Polytheama completa 107 anos.

O cine-teatro Polytheama foi inaugurado em 1911 e sua construção foi uma das características do processo de modernização das médias e grandes cidades entre o final do século XIX e o início do XX, processo este impulsionado pela aceleração dos movimentos de industrialização e urbanização. Os cines-teatro, juntamente com os cafés, se constituíram então como novos lugares da sociabilidade urbana.

Em 1920, era considerado o maior teatro do Estado de São Paulo, com 2920 lugares. Em 1927, o Polytheama passou por uma radical reforma interna, sendo reinaugurado em 1928, com a apresentação de espetáculos da Companhia Artística de Clara Weiss.


O Teatro Polytheama, na rua Barão de Jundiaí, antes da decadência: fachada diferente da atual e dias de glória

Degradação total: no final dos anos 1980 o Polytheama estava em ruínas até que decidiu-se pela reforma (fotos acima)

De volta à vida: com investimentos da Prefeitura, o Polytheama se tornou um dos mais bonitos teatros do país

Da década de 50 até meados dos anos 80, o Polytheama viveu um período de crise, que levou a uma grande degradação do local. Em 1970, o teatro chegou a ser colocado à venda.

No início da década de 1980, a administração municipal adquiriu o teatro, que passou a integrar o patrimônio público de Jundiaí. Os esforços pela recuperação do Polytheama, iniciados nos anos 80, foram concretizados na década seguinte. Dentre os projetos apresentados para sua restauração, destacou-se o da arquiteta Lina Bo Bardi que foi utilizado como parâmetro principal para as reformas efetivamente implantadas.

Essa recuperação somente aconteceu em 1996 e não só se devolveu à população a memória do cotidiano da cidade, com também, foi dada continuidade a uma história interrompida por quase 30 anos.

Grande parte da volta dos tempos áureos do teatro, deve-se ao projeto de reforma da arquiteta Lina Bo Bardi, que nasceu em Roma na Itália, formou-se na faculdade de arquitetura, e veio para o Brasil onde recebeu o convite para projetar o MASP, que é o museu mais importante da América Latina. Foi uma grande profissional com projetos famosos, como sua casa de vidro no bairro do Morumbi em São Paulo. Lina faleceu em 20 de março de 1992 deixando em andamento os majestosos projetos para a Nova Sede da Prefeitura de São Paulo e para o Centro de Convivência Vera Cruz, também em São Paulo.

O Teatro Polytheama, um dos mais antigos do Brasil, pode ser considerado um dos grandes atrativos culturais e turísticos da cidade, trazendo grande número de visitantes de outras cidades que vêm em busca das apresentações teatrais e dos shows culturais e musicais. (texto: turismo.jundiai.sp.gov.br)

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