Os PROFESSORES, o comportamento e rendimento dos alunos

PROFESSORES

Certa vez, assisti ao filme – As Patricinhas de Beverly Hills – bem antigo, por sinal. Fez-me recordar o comportamento de professores, que tive ao longo da vida escolar. O filme, de forma cômica, relata a história de uma estudante adolescente, que na tentativa de ajudar seus colegas de classe, tenta aproximar dois professores solitários.

No filme podemos observar a história daqueles professores, que não conseguem separar os problemas de sua vida pessoal e  profissional, levando o comportamento pessoal para sua sala de aula (“cara amarrada”, mau humor, autoritarismo, frustrações etc). Como consequência o óbvio, um relacionamento pobre com seus alunos e  rendimento baixo na aprendizagem e notas.

Realmente a comédia é bem divertida. A Patricinha consegue aproximar dois professores, tornando-se aparente a mudança de comportamento deles. O relacionamento com os alunos, automaticamente,  melhora pois é transferido para a vida profissional. Os professores, que entram num estado de bem-estar com eles mesmos, transferem o comportamento para a sala de aula, melhorando o relacionamento com os alunos, notas etc.

Recordei minha infância, enquanto observava o comportamento daqueles professores e lembrei-me de como nos sentíamos diante da presença dos que que se comportavam de maneira semelhante a eles. E infelizmente, essa mesma situação ainda se repete em escolas apesar de termos avançado no tempo, e dos aperfeiçoamentos em  métodos e técnicas dos profissionais da área.

Ainda hoje existem esses modelos antigos e mais tradicionais, que procuram avaliar com provas subjetivas ou de linguagem restrita e mal formulada. Conseguem expressar-se muito mal e limitadamente sobre o que querem nas avaliações, obtendo baixo rendimento dos alunos e o mais absurdo é o fato de  admitirem, que o problema está no aluno.

Obviamente não fazem isso de propósito ou com má intenção, muito pelo contrário, essa é a melhor maneira deles agirem para que seus alunos aprendam. Mas, o que eles ainda não observaram, é que essa maneira de agir pode traumatizar seus alunos, causando problemas de relacionamento e aversão à sua matéria. Com isto, será gerado um mal estar entre eles – professor e aluno – e não momentos que poderiam ser agradáveis, favorecendo a aprendizagem. Assim ocorrerão bloqueios, sob tensão é quase impossível uma aprendizagem sadia e efetiva.

Os profissionais da Educação mais atualizados (que desenvolvem competências socioemocionais, investindo  em  autoconhecimento, auto estima e comunicação) sabem que a base para a aprendizagem começa no relacionamento, domínio do conteúdo de sua disciplina ou do conhecimento de qualquer método de ensino vem posteriormente. Estes tornam suas aulas agradáveis, divertidas.  Assim atingem seus objetivos, tornando-se modelos positivos para os alunos.

Escolas onde professores “gabaritados” tornam a aprendizagem divertida, o resultado dos relacionamentos e rendimento escolar tem excelência.. O aluno entra num estado de relaxamento mental, ficando fácil associar brincadeira  à matéria, tornando-se quase impossível o esquecimento do conteúdo.

Convido os professores a repensarem seus comportamentos, fazendo uma autoavaliação de suas condutas em sala de aula. E às escolas, investirem mais na parte humana de relacionamento e comunicação de seus professores, antes de métodos e técnicas.

A Aprendizagem Emocional Positiva é um fator importante para desenvolver competência socioemocional.

Afinal o objetivo é fazer com que o aluno tenha interesse, aprenda e seja bem sucedido. E que o professor mantenha-se saudável.

O sucesso do aluno é o sucesso da escola!!!

Quero  fazer a colocação de um fator, que tem bloqueado a interação professor – aluno,  pela maneira como tem sido conceituada – a avaliação.

A avaliação como tem sido feita, não mede conhecimento nem capacidade de ninguém. Sendo assim não deve aprovar, nem reprovar ninguém.

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Lembre-se: a avaliação não deve ser utilizada como uma arma contra o aluno. A avaliação é um instrumento pelo qual o professor se orienta, para saber até onde atingiu seu objetivo, além de saber como tem estado sua comunicação com os alunos.

“Não é o outro quem não nos entende. Somos nós que não nos fazemos entender”. Se o  professor não consegue fazer os alunos entendê-lo, deve tentar outros meios de se comunicar com eles. Para isto precisa investir em sua mudança de comportamento. Assim conseguirá melhora significativa.(Foto: Inoveduc)


ROSELI SANTOS DE OLIVEIRA

É psicopedagoga; terapeuta cognitiva comportamental; máster trainer em PNL, life coach; licenciada em EMDR, terapia focada nos esquemas. Também é especialistas em hipnose Ericksoniana. Contato: www.corpo-mente.psc.br


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