A campanha “Estaçãozinha Pede Socorro” ganhará reconhecimento federal. Ela será publicada no Diário Oficial da União como coordenadora do projeto cultural no espaço de memória social na área das ruínas e do entorno da Estação Jundiahy-Paulista, de 1898. O local foi destruído por incêndio no dia 9 de julho de 2018. A campanha precisa continuar sua mobilização.
O anúncio foi feito para a Associação de Preservação da Memória da Companhia Paulista (Instituto Envelhecer) durante reunião com o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), a Prefeitura de Jundiaí e a Câmara Municipal.
Além da campanha, representada por Eusébio Pereira dos Santos, e do DNIT, pelo coordenador geral do patrimônio ferroviário, Ariston Ayres Rodrigues, o encontro teve ainda a presença do prefeito Luiz Fernando Machado e o presidente da Câmara, Faouaz Taha. O encontro foi agendado pelo coordenador da Frente Parlamentar pela Ferrovia, Edicarlos Vieira, também presente.
O projeto surgido ao longo de seis meses de campanha visa intervenções nos dois lados dos trilhos e também cuidados no viaduto e escadas, soluções de acesso, espaços cultural e educativo, mirante de pedestres do outro lado da avenida e sinalização urbana e turística.
Mas a campanha vai ter que continuar ativa. Tanto DNIT como Prefeitura e Câmara se comprometeram a apoiar na mediação, mas sem contar com recursos orçamentários imediatos. “É um passo importante. A maior necessidade no momento é de gestão”, afirmou Eusébio.
No governo municipal, além do prefeito, estiveram presentes gestores como Messias Mercadante de Castro (Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia), Sinésio Scarabello Filho (Planejamento Urbano e Meio Ambiente), Silvestre Ribeiro (Mobilidade e Transportes) e Marcelo Peroni (Cultura). O gestor José Antonio Parimoschi (Governo e Finanças) passou pelo local para augúrios positivos.
O DNIT também contou com a coordenadora-geral de RH, Érica Zanon e, pela Câmara, também o assessor parlamentar Emerson Leite – que registrou as imagens. E a campanha da Estaçãozinha teve ainda o colaborador José Arnaldo de Oliveira.
O reconhecimento das ruínas da estaçãozinha é apenas um passo no projeto, que visa limpeza e estabilização das mesmas como ponto de partida. A cabine de manobras, no lado leste dos trilhos, e a antiga casa do chefe de estação, mais adiante, são partes do conjunto mas dependem de novos levantamentos, solicitados inclusive em recente audiência organizada pelo Ministério Público Federal.
A campanha lançada três meses depois do incêndio por por 40 moradores, artistas e ex-ferroviários em outubro de 2018 envolveu centenas de pessoas ao longo de eventos compactos e emocionantes a cada mês (e ações oficiais paralelas) e colocou a estaçãozinha na agenda cultural e política da cidade.
Um dos pontos altos, na véspera do Natal, incluiu até a chegada de um trem iluminado. Embora em área de responsabilidade federal, a estaçãozinha é também reconhecida na lista do inventário de patrimônio do município.
Para o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, a promessa de “mais Brasil, menos Brasília” precisa ser colocada em prática com recursos pela União diante das responsabilidades assumidas pelos municípios – e elogiou a atitude “pró ativa” da campanha, lembrando do apoio prestado pela cidade ao aumento do transporte de cargas ferroviárias.
O presidente da Câmara, Faouaz Taha, destacou a importância da iniciativa de que foi um dos fundadores – e o vereador Edicarlos Vieira apontou o momento de fortalecer a ferrovia, mesmo com as limitações no âmbito municipal, citando assuntos urbanos como as diversas passagem pelos trilhos.
“Foi um encontro sem soluções prontas, mas que reforçou a necessidade da campanha continuar em uma nova fase, ampliando parcerias que viabilizem o projeto de reverter a degradação de uma área importante para a memória social de Jundiaí”, afirmou Eusébio, da Associação de Preservação da Memória da Companhia Paulista (Instituto Envelhecer), pela campanha Estaçãozinha Pede Socorro. Para quem quiser outras informações: estacaozinhasos@gmail.com (Texto: José Arnaldo de Oliveira)