O reajuste da tarifa do transporte coletivo de Jundiaí no próximo domingo(28), deve ser assunto delicado na Câmara Municipal de Jundiaí. O JA entrou em contato com todos os 19 parlamentares, ontem(24), pelas redes sociais. Só dois responderam às duas perguntas formuladas: a opinião deles sobre o aumento e se este fato pode complicar a vida dos vereadores de situação nas eleições de 2020.

Cinco vereadores – Leandro Palmarini, Marcelo Gastaldo, Romildo Antônio da Silva, Douglas do Nascimento e Rogério Ricardo da Silva – viram as mensagens e não responderam. A assessoria de Cristiano Lopes informou que ele está afastado e impossibilidade de se manifestar. Já a assessoria de Edicarlos Vieira afirmou que ele estava numa reunião. O restante não viu as mensagens. Se eles quiserem se manifestar, o Jundiaí Agora publicará as respostas. Os únicos vereadores que falaram sobre o assunto foram Faouaz Taha, que é presidente da Câmara, e Antônio Carlos Albino.

Para Taha(ao lado), “nunca o aumento de tarifa parece bom. O momento no Brasil é difícil, ainda de desemprego, e encarar reajustes não é uma tarefa fácil pra ninguém. Sabemos ainda dos problemas do transporte público apontados pela população, o que não vem de hoje”.

O tucano lembra que “a Prefeitura tem suas razões diante dos aumentos que também sobrecarregam o sistema: custo do transporte, salário dos funcionários, preço do combustível, valor dos veículos e peças, tamanho da frota, de itinerários e quantidade de passageiros do sistema. Tudo isso também tem um custo”

O vereador citou dados do próprio Executivo: “hoje Jundiaí transporta por dia 120 mil viagens, sendo cerca de 12 mil não pagantes. Ainda que haja aumento, ele é menor do que o reajuste feito em outras cidades e o subsídio de R$ 23 milhões será mantido. Por isso, reforço que o momento não é saudável economicamente e que o peso no bolso dos contribuintes é complicado. Mas, com base nos estudos da prefeitura, esperamos que essa alteração de fato sirva para melhorias nos serviços e respeito aos usuários”.

Albino(ao lado) foi na mesma linha. “Todo aumento é difícil de aceitar no momento econômico que vivemos. Mas 4,5% é até tolerável e de entendimento, devido aos aumentos de combustíveis do ano passado. É preciso lembrar ainda o subsídio de mais de R$ 20 milhões anuais que a Prefeitura banca”, diz.

Sobre o impacto que este reajuste terá nas próximas eleições, assunto que Taha não abordou, Albino foi claro. “Acredito que se o serviço for melhorado e feito com excelência não irá interferir. O que não pode é aumentar as passagens e o serviço for ruim, com ônibus lotado e quebrando toda hora, sucateado. É preciso que as empresas deem qualidade aos serviços”, conclui.

A ‘atualização’ da tarifa foi anunciada na manhã de ontem através de nota no site da Prefeitura. O aumento passará a vigorar a partir deste domingo(28). O reajuste em Jundiaí foi de 4,5% no valor para pagamento em dinheiro.

O valor passará a ser de R$ 2,10 para estudantes que utilizam o Bilhete Único; R$ 4,20 para o passe comum e R$ 4,70 para o vale-transporte. Para quem optar pelo pagamento em dinheiro, o valor será de R$ 4,60. A tarifa social a R$ 1 no primeiro e terceiro domingo de cada mês segue mantida. Também permanecem a gratuidade para idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência.

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