Nos anos 1970, Jundiaí começa a ganhar os SUPERMERCADOS

Nos anos 1970, Jundiaí contava com muitas mercearias nos bairros. Natal Ferragut e seus filhos estavam na Vila Rio Branco; os irmãos Boa, na Vila Hortolândia; os irmãos Russi, na Vila Arens; a família de Benedito Elias, na Vila Rami. Anos antes, os Marchiori montaram seu comércio no centro. Estas famílias, com muito trabalho, forneciam o pão de cada dia. Mas passaram a sofrer uma grande concorrência. A cidade começou a ganhar os supermercados.

No início daquela década inauguraram na cidade dois dos grandes supermercados: o Jumbo e a Eletroradiobras, que na época eram concorrentes. Um tinha o elefante como símbolo. O outro, uma baleia. Os logotipos mostravam para a população a grandeza destes estabelecimentos. O Jumbo ficava na rua Coronel Boaventura Mendes Pereira. A Eletro, na rua XV de Novembro. Atualmente, os dois imóveis são ocupados pelo Extra Hipermercados.

SUPERMERCADOS

A novidade virou um sucesso imediato. Jumbo e Eletro eram os shopping centers da época. Eles vendiam muito mais produtos do que as mercearias e mercados, dando a liberdade do cliente se servir, buscar, analisar com os olhos e com as mãos o que estava comprando.
Tinham de tudo: discos de vinil, fitas cassete e compactos dos maiores sucessos na época. Vendiam roupas modernas, brinquedos, eletrodomésticos, bicicletas. E na hora da fome, tinham até lanchonete que servia um inédito lanche no prato e depois um sorvete Banana Split.

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Os corredores eram largos e bem iluminados. Casais, jovens e adolescentes marcavam encontros nos supermercados que eram opção de compras e também de lazer. Saudade de uma época que tínhamos que esperar impacientes nossos pais fazerem a despesa para depois degustarmos nossas guloseimas.

Ir às compras no mercado não era como hoje uma incumbência repetitiva, cansativa e desgastante, talvez pela responsabilidade que não tínhamos naquela época, mas também por não existir o consumismo desenfreado de hoje.

Posso até estar enganado. Mas naquela época as pessoas eram menos tensas. Os sorrisos eram mais frequentes. Havia mais gratidão nos olhos e nos gestos dos comerciantes e comerciários, mais empatia, respeito e amor pelas pessoas.

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