TER MENOS e ser mais…

TER

Nesses quase dois meses de quarentena/isolamento social que estou vivendo com a minha família, uma coisa eu pude aprender: o essencial é bem menos do que eu supunha. Pode parecer clichê, mas é a mais pura verdade. Durante esse longo tempo não comprei uma única peça de roupa ou um novo par de sapatos. Estou usando tudo o que tenho e posso garantir, é bem mais do que eu preciso. Como tudo é aprendizado nessa vida, até mesmo a tragédia do coronavírus me ensinou que compramos mais pelo impulso do que pela necessidade e cheguei à conclusão que Immanuel Kant estava certo quando disse “não somos ricos pelo que temos, mas sim pelo que não precisamos ter”.

Muita gente pode não concordar comigo, mas grande parte das vezes compramos coisas sem qualquer necessidade prática. No meu guarda-roupa já não há mais espaço para novos pares de sapatos ou sandálias. Entretanto, nos tempos pré-pandemia, se eu passasse por uma sapataria e visse uma liquidação, com certeza acabaria comprando mais um par pelo simples prazer de fazer um bom negócio. Só que agora, com essa nova realidade econômica, nem temos estímulo para comprar e muito menos vitrines para olhar.

A pandemia nos ensinou a pensar apenas no agora, e neste momento não precisamos comprar a calça da moda, afinal, nem temos onde ir com ela, não é mesmo? Não sabemos se poderemos sair de casa na próxima semana, no próximo mês e muito menos no final deste ano. Tudo está fora do controle. Os planos futuros tiveram de ser adiados, e o hoje passou a ser a nossa prioridade. Vivemos um dia de cada vez.

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Com certeza, quando a pandemia der uma trégua para nós, brasileiros, muita gente vai aproveitar a liberdade para passear com os amigos, andar pelas ruas e, claro, fazer compras. Mas assim como eu, acredito que grande parte do público não vai mais comprar um produto pelo simples prazer de gastar dinheiro. Acho que esse tipo de comportamento já está saindo de moda e está abrindo espaço para uma nova consciência coletiva, mais sustentável, racional e menos consumista. Desapego é aprender a ter menos para poder ser mais. Se esse pensamento (não sei o nome do autor) é verdade não sei, mas achei que valia a pena fechar o meu artigo com ele.

VÂNIA ROSÃO

Formada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Trabalhou em jornal diário, revista, rádio e agora aventura-se na internet.

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