Transplante de fêmur é feito com sucesso por equipe do HSV

TRANSPLANTE

Ronaldo Pereira da Silva, 51 anos, foi submetido a um transplante de fêmur recentemente. A cirurgia de emergência ocorreu no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), em Jundiaí, que desde novembro de 2018, é habilitado para a realização de transplantes de tecidos ósseos e musculares. “Se eu pudesse falar alguma coisa para a família da pessoa que autorizou a doação desses ossos, seria muito obrigado do fundo do meu coração”, diz ele

Sob a coordenação do médico Eduardo Machado, a equipe de cirurgia de fêmur, quadril e pelve, que conta com os cirurgiões Raul Casagrande e Velmor Baldassim, cuidou de cada detalhe da cirurgia que ocorreu em caráter de emergência. O paciente possuía há 12 anos uma prótese de quadril, sofreu uma queda e a equipe teve de ser rápida na tomada de decisão. “A cirurgia tem um alto grau de complexidade, por isso, só pode ser realizada por equipe especializada e com experiência no procedimento”, explica Baldassim.

Para o paciente, saber que poderia contar com essa equipe no São Vicente foi um alívio. “Na hora eu pensei que não iria mais andar” diz Ronaldo. Ao dar entrada no setor de emergência do HSV foi avaliado, realizou exames de imagens e no dia seguinte veio a boa notícia. “O ortopedista avaliou o meu caso e propôs a realização do transplante. Fiquei contente em saber que teria essa chance e que, depois da recuperação, poderia voltar a ter vida normal”, relembra.

No total foram oito horas de cirurgia. O fêmur implantado no paciente veio do Banco de Tecidos Musculoesqueléticos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), do Ministério da Saúde, que fica no Rio de Janeiro. “Os pacientes operados têm demonstrado excelentes resultados, com retorno às funções habituais, boa integração óssea dos enxertos utilizados e principalmente um alto grau de satisfação”, destaca Casagrande.

Agora Ronaldo passa pela fase pós-operatória, que inclui retornos semanais para reavaliação da equipe médica que fez o procedimento e em breve visitas mensais. “O paciente normalmente retorna a capacidade de deambulação e funções em torno do terceiro mês após a cirurgia”, explica Baldassim.

De acordo com Machado, as cirurgias realizadas pela equipe, com uso de técnicas aprimoradas e alta capacitação, proporcionam ganho em qualidade de vida para esses pacientes. “Esses enxertos são essenciais para situações graves, como deformidades ósseas, tumores, acidentes com perda de material e ou infecções, que exigem a retirada de parte da área. Após a recuperação, contribuem para a mobilidade”, enumera.

O São Vicente é referência para o atendimento de traumato-ortopedia na região de Jundiaí, cerca de 2.600 cirurgias da especialidade são realizadas por ano. De acordo com Machado, a instituição é pioneira na cidade na realização do procedimento.

Ronaldo, depois do transplante de fêmur, diz que agora vive uma nova fase. “O momento é de passar pelas consultas e fazer acompanhamento. Minha recuperação está indo muito bem, só posso agradecer a todos que de alguma forma contribuíram para que eu chegasse até aqui”, diz o paciente com otimismo enquanto aguarda pelo retorno com a equipe médica.

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