Último soldado

ÚLTIMO SOLDADO
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Nos últimos anos estava desolada com o rumo que as nossas vidas estavam tomando. Sentia-me o último soldado. Tudo o que eu valorizava estava ruindo: amor ao meu país, educação escolar, valores familiares, respeito, valorização de mérito entre tantas outras coisas.

Via um mundo estranho ser construído ao redor e me arrependia de ter ensinado tudo isso aos meus filhos. Sentia que era um extraterrestre em um planeta que eu não reconhecia mais.

Tudo isso somado à bandalheira da política que roubam e massacram o povo acreditando que não estamos atentos.

Veja bem, não tenho político nem partido de estimação, mas foi um bálsamo observar alguém que valoriza as mesmas coisas que eu ser alçado à presidência.

Pensei que estivesse sozinho, assim como eu, então seríamos os dois últimos soldados, mas para meu espanto e felicidade outras vozes se levantaram.

Alguns deputados aqui, uns senadores ali e muitas figuras públicas.
Não somos apenas dois soldados! Somos um exército! A sensação de ser o último soldado ficou para trás…

Minha fé se renovou. Agora acredito que meus filhos têm alguma chance de serem felizes e não somente mais um CPF pagador de impostos para encher a pança de políticos corruptos.

Estamos longe do ideal, mas penso que, se o presidente conseguisse trabalhar como ele se propôs, estaríamos evoluindo com tranquilidade.

Basta observar Minas Gerais com o governador que o seu povo deu, saindo tranquilo da pandemia, retomando rapidamente a economia, fazendo inúmeros investimentos.

Hoje estou mais feliz com o rumo do meu país, pois creio nesse mundo melhor e mais justo, democrático e livre, onde o poder e o dinheiro estejam tão pulverizados a ponto aproximar mais as pessoas e não criar abismos entre a pobreza e a inatingível dignidade.

Vejo no face algumas pessoas valorizando a falta de posição ou a posição do meio. Tenho que discordar por vários motivos:

  • Terei que aceitar o que outra pessoa decidir por mim sem reclamar do resultado;
  • Não poderei desejar mudança se não me movo para provocar a mudança;
  • O silêncio do justo favorece o opressor;
  • Discordar não é motivo para brigar;
  • Os debates devem ser de ideias e não de suposições;
  • O medíocre se esconde no ataque, portanto não devo dar atenção ao ataque em si, mas ao que se esconde nele;
  • A unanimidade é burra entre tantos outros motivos.

Agora sim não me sinto mais o último soldado e posso dizer para meus filhos: lute que sairá vitorioso.

Até a quase dois anos atrás eu deveria (mas nunca tive coragem) de dizer: alie-se aos poderosos que te darão inúmeras vantagens.

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Esse mundo em movimentação que se agita está caminhando para aquele que eu sonhava poder deixar para meus herdeiros. Que a herança deles seja felicidade e os milhões de oportunidades que eles terão se forem pessoas do bem e dedicadas ao seu sonho.

É só isso que eu posso desejar ao meus filhos.

Aos nossos filhos.

ELAINE FRANCESCONI

Bacharel em Zootecnia (UNESP Botucatu). Licenciatura em Biologia (Claretiano Campinas). Mestrado (USP Piracicaba) e doutorado (UNICAMP Campinas) em Fisiologia Humana. Professora Universitária e escritora.

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