Políticos que votaram 17 deixam no ar. PSL rejeita VELHOS VÍCIOS

Os vereadores de Jundiaí que votaram em Jair Bolsonaro desconversam quando o assunto é uma possível transferência para o PSL, partido do presidente eleito. Muitos estão alinhados com várias promessas de Bolsonaro, como o combate à violência e a Escola Sem Partido. Seria óbvio imaginar que estes políticos desejem ir além, migrando para o partido quando a Justiça Eleitoral o permitir.  Só existe um problema nesta equação. Fontes do PSL, cuja direção local ainda não está definida, afirmam que não querem velhos políticos e velhos vícios  em seus quadros.

Paulo Sérgio Martins, que é delegado da Polícia Civil, tem tudo a ver com o discurso de combate à criminalidade de Bolsonaro. Ele é vereador pelo PPS e quando o assunto é uma transferência para o PSL, Martins diz que “é muito cedo para pensar nisto”. O vereador afirma que tem um papel no partido e quer cumpri-lo durante a legislatura do próximo ano.

Antônio Carlos Albino (PSB), que apresentou projeto da Escola Sem Partido, uma das bandeiras do futuro presidente, revelou que teve convite de ir para o PSL antes da eleição. “Pretendo analisar o primeiro ano de mandato do Bolsonaro. Apostei nele. Mas vamos fazer uma avaliação do governo”, disse.


“Não queremos políticos com vícios”, diz ex-candidata

Embora exista um cheirinho de debandada geral com destino ao PSL, pessoas influentes do partido na cidade dizem que a coisa não é bem assim. O Jundiaí Agora já divulgou que o partido ainda não definiu quem vai dirigi-lo nos próximos meses. Os nomes deverão ser conhecidos em breve. Porém, é grande a movimentação para formar um diretório forte e eleger muitos vereadores, além de disputar a Prefeitura de igual para igual com PSDB e PT.

Andrea Seixas, que foi candidata a deputada estadual e é uma das principais articuladoras do PSL de Jundiaí, descarta de forma veemente a chegada de vereadores.  “Vamos preparar nossos nomes nestes próximos dois anos. Queremos o PSL fazendo a diferença. Teremos ótimos vereadores. Não queremos políticos antigos. Queremos pessoas sem vícios. Aliás, velhos vícios não serão permitidos no PSL. Afinal, estamos querendo mudar o país”, concluiu ela.


Romildo Antônio da Silva(PR) explicou que não está pensando em mudar de partido. “Estou focado em chegar à presidência da Câmara porque tenho um nome e um grupo que me apóia”, revelou.

O vereador Marcelo Gastaldo(PTB), que apresentou projeto sobre a proibição da Ideologia de Gêneros nas escolas municipais, disse apenas que não está pensando em ir para o PSL. “Nem fui procurar este partido”.

Há 19 anos no PHS, Rogério Ricardo da Silva citou a fidelidade partidária, mas não descartou a possibilidade de fazer parte do partido do presidente. “Os deputados eleitos pelo PSL, general Peternelli e o capitão Castelo Branco, convidaram o vereador para uma reunião no último dia 14. Na oportunidade foi feito convite para que ele integre a legenda já que Rogério foi o único vereador a ter manifestado e exposto apoio a Bolsonaro nas redes sociais”, respondeu a assessoria de imprensa de Rogério.

Ainda segundo a nota, O PHS está sob júdice em relação à cláusula de barreira e por esse motivo o vereador deixou as portas abertas e quem sabe, uma possível migração. “Tudo dependerá das decisões futuras, mas estou analisando todas as conversas e possibilidade”, concluiu o vereador.