VESTIR A CAMISA DA EMPRESA…

vestir a camisa

Já ouvi muita gente falar sobre vestir a camisa da empresa e pensar como dono enquanto estiver atuando na organização.

Existem aqueles que vestem a camisa por cima da roupa, como se fosse um jaleco. Outros se assemelham a garotos propaganda da empresa, usam o uniforme desde o momento em que saem de casa e só tiram quando vão dormir.

Também tem aqueles que usam somente em momentos especiais, como se fosse uma roupa de gala. E, por fim, aqueles que usam como segunda pele. Esses últimos, colocam qualquer roupa por cima, pode ser uma camisa social, um terno, um vestido, uma blusinha, uma camisa polo ou camiseta. Tornam-se parte da empresa em um regime 24 x 7, respeitando no mínimo os intervalos para descanso e lazer garantidos por lei, mas sempre estão prontos para qualquer tipo de ação para contribuir com o sucesso da organização onde atuam.

O problema é que nenhuma das formas de uso garante que o profissional seja reconhecido por seu esforço, dedicação ou talento, mas isso é um outro assunto. O que quero compartilhar com vocês é a experiência de vestir a camisa da empresa por um longo tempo, como segunda pele, e o que senti no momento que eu decidi tirá-la.

Foi uma experiência incrível! Meu corpo estava quente e protegido pela camisa, mas quando eu a tirei, consegui sentir o vento frio, as gotas de chuva, o calor do sol do meio-dia e o orvalho da madrugada em minha pele, tudo ao mesmo tempo.

Foi uma decisão difícil, que levou tempo e que me fez sentir confuso, com medo e desprotegido por alguns instantes, pois naquele momento já não tinha mais a mesma sensação de proteção e conforto que antes.

Meus sentimentos vieram à tona e parecia que eu estava caindo em um abismo, sem controle, pois já não sabia mais o que era estar com a pele exposta a todos os tipos de fenômenos climáticos e sentimentos ao meu redor.

O que me confortou é que eu sabia que era a hora de trocar de pele. E, e como protagonista da minha carreira, precisava buscar novos desafios e colocar em prática alguns dos conhecimentos adquiridos naqueles cursos que acabei fazendo durante a pandemia.

Hoje, após entregar minha sacola com crachá e camiseta da empresa, me sinto leve e pronto para vestir uma nova camisa. Vou começar com o jaleco, pois minha pele ainda está sensível, e à medida que eu for me sentindo mais forte, vou mudar para a camiseta, camisa, até chegar na segunda pele novamente. Estou mais preparado e consciente de que vou dar o melhor de mim, construindo relacionamentos sólidos e amizades que quero levar para o resto da vida, muito mais que ter colegas de trabalho.

Aproveito este texto para agradecer a todos os profissionais que tive a oportunidade de conhecer ao longo da minha carreira, iniciada em 1986, como aprendiz de reparador de circuitos eletrônicos. Guardo comigo as boas lembranças, conselhos, vivências e experiências pelas quais passamos juntos. Todos vocês ajudaram a me transformar no profissional que sou hoje.(Foto: cn.dreamstime.com)

RICARDO CAETANO

Tecnólogo em Informática com ênfase em Gestão de Negócios (Fatec Jundiaí), pós-graduando em Desenvolvimento-FullStack, consultor especialista em Implantação de Sistemas HCM, marido da Cleide e músico nas horas livres.

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