21, novembro , 2018
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Uma viagem no tempo, de ÔNIBUS, por uma Jundiaí que não existe mais

IMG-20170717-WA0040O transporte coletivo fez, faz e fará parte da vida da maioria. Dentro dos coletivos ocorrem histórias curiosas, ouve-se a conversa alheia, sofre-se com o calor e a falta de espaço nos horários de pico. Ônibus, jardineiras, ruas esburacadas, passe escolares em papel. Entrar no ônibus pela porta de trás!!! Hoje faremos uma viagem no tempo com o transporte coletivo de Jundiaí.

Na foto acima, ônibus da Viação Leme, carroceria Thamco Scorpion, prefixo 450, estacionado no Largo São Bento, ao lado do Clube Jundiaiense. Este coletivo fazia a linha para o Traviú-Via Anhanguera, no início dos anos 1990. Foto de Marcel Carvalho S. Prado

Então, todo mundo passando pela roleta que lá vem o freio de arrumação:

BUS 1

Uma das ruas do bairro Santa Gertrudes. O ano: 1986. A foto é de  Mário Vassalo

BUS 2

A rua Vigário JJ Rodrigues sempre foi local de ponto de ônibus. Esta foto é de 1986

BUS 3

Anos 60: motoristas da Auto Ônibus Três Irmãos no horário de descanso.

BUS 4

Outra dos anos 60: o motorista Antenor e cobrador, que tinha o apelido de “Catingueiro”, os dois funcionários da Auto ônibus Três Irmãos…

BUS 5

Na rua Rodrigo Soares de Oliveira, o registro da saída de uma excursão para Aparecida do Norte com o ônibus da São João Turismo. Na foto o senhor Geraldo com o filho, o menino Luiz Carlos Melão que pelo jeito não estava gostando muito de se equilibrar no pára-choque. Chama a atenção a bola, comum naquela época. Essas bolas são tão bem retratadas nas obras de InosCorradin.  A foto é de 1963 e pertence ao arquivo de Jair Tapia.

BUS 6

Ônibus Fargo, ano 1936, fazia a linha Jundiaí-Jarinu, via bairro do Caxambu. O motorista era Edgard Zambotto. Foto do arquivo Célia Zambotto

BUS 7

Os mais jovens, que utilizam o transporte coletivo moderno de Jundiaí, com seus vários terminais espalhados pela cidade, talvez nunca tenham ouvido a expressão “ponto final”. Neste local, o motorista encerrava o itinerário e ficava ali parado vários minutos esperando passageiros. Ele descia e invariavelmente batia nos pneus com um martelinho de madeira. Pelo som, ele sabia se os pneus estavam com a calibragem correta. Enquanto isso, o cobrador varria todo o veículo. Depois, o ônibus dava meia volta e fazia o trajeto contrário. Na foto, o ponto final da estação ferroviária, em 1970.

BUS 8

Em 21 de janeiro de 1988, um dos maiores movimentos envolvendo motoristas e cobradores que literalmente pararam a cidade numa carreata pedindo mais segurança. Um dia antes, um colega tinha sido morto durante um assalto.

BUS 9

A Auto Ônibus Checchinato fazia, nos anos 60, a linha Medeiros – centro da cidade. Da esquerda para direita, Francisco Prado, o motorista Armando Prado e o cobrador Roque.

BUS 12

Para quem usou, saudade com certeza: passe escolar dos anos 80 e 90, no bom e velho papel

BUS 13

Mais um passe. Note o valor: CR$375,00. A moeda era o Cruzeiro. O valor, astronômico…

BUS 14

Na Praça Marechal Floriano, anos 30, os primeiros transportes coletivos motorizados que Jundiaí viu. O proprietário era o italiano Etore Massagardi.

BUS 15

Esse era um veículo ano 1995, usado do Rio de Janeiro, a Viação Jundiaí tinha outros três: os de prefixo 2541, 2542 e 2543.Nele começou a perigosa missão do motorista também cobrar a passagem. Foto de Marcel Prado.

BUS 16

1952: Ônibus Agapeama. O motorista é Orlando Albino. O cobrador, Bulgareli.

BUS 17

Em 1930, a jardineira que fazia a linha Itatiba-Jundiaí demorava duas horas para fazer a viagem. O dono da empresa era Benedito Alves Barbosa, o Dito Vadô,que a vendeu para os irmãos Rossi, em 1952. Depis, a empresa passou para o Massaretti. Em 1981, tornou-se Rápido Serrano. Hoje tem o nome de Fênix.

BUS 18

Linha da Ermida e seus motoristas e cobradores, nos anos 1960

BUS 19

O ônibus prateados da Cometa receberam um apelido interessante dos jundiaienses nos anos 60: “Girdão”. E assim foram chamados por muito tempo.

BUS 20

Mais um ponto final, agora na rua Tanganica, no Jardim Bonfiglioli, na década de 70. A foto é de Tarcisio Pavanelli.

BUS 21

Acima uma verdadeira preciosidade: início dos anos 1930. À esquerda, a praça Dr. Domingos Anastácio. Reparem a bomba de gasolina na calçada, muito comum nessa época. Hoje, neste local fica divisão entre a Rua Rangel Pestana e Rua Vigário JJ Rodrigues. O casarão com duas janelas na fachada era do médico Pedro Calau Mojola. Este imóvel ainda existe. Hoje é uma loja de imigrantes chineses. O casarão térreo ao lado foi demolido, na rua São José. No lugar foi construído um posto de gasolina. Depois, o posto deu lugar à Foto Luiz. Atualmente é uma farmácia. A jardineira (transporte coletivo da época) era de propriedade do Italiano Étore Massagardi.

BUS 10

Na foto acima, um coletivo da Auto Ônibus Três Irmãos, carro nº 43, carroceria Caio Gabriela II. Este carro pertenceu anteriormente à Viação Jundiaiense. A foto foi tirada antiga garagem da Três Irmãos, na avenida Antônio Frederico Ozanam. A fotografia é de Marcel Carvalho S. Prado.

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