Vivências de BUSCA

Caminhar está ligado a vivências de busca. E buscar algo, a partir da claridade, dá sentido aos obstáculos da estrada e à história pessoal.

Um dos acontecimentos da vida de Jesus, que me enternece e ilumina, é o da visita dos magos a Belém. Não deixavam de ouvir o que o Céu lhes sussurrava ao coração. Como a Palavra de Deus é viva, fato para se experimentar todos os anos e peregrinar com eles até a Manjedoura do pequeno estábulo, encontrando-se com o Menino, Sua Mãe e José.

Compreenderam a mensagem da estrela e seguiram em direção ao local, anunciado pelo profeta Miqueias (5, 1.3): “Mas tu, Belém-Efrata, tão pequena entre os clãs de Judá, de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel. (…) Ele se levantará para os apascentar, com o poder do Senhor, com a majestade do nome do Senhor, seu Deus…”

Desde criança, aguardava com ansiedade o dia seis de janeiro para aproximar da gruta as imagens dos magos e seus camelos.

Neste ano, o mais forte foi a reflexão do Padre Milton Rogério Vicente, pároco da Catedral Nossa Senhora do Desterro, em sua homilia. Destaco três das colocações dele.

A primeira é que, mesmo buscando o Salvador, foi Deus que veio ao encontro dos três reis. O Senhor, sempre, de alguma maneira vem à nossa procura.

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A segunda que, avisados pelo anjo, voltaram por um caminho desconhecido. Quando Deus propõe outro itinerário, colocar-se nas mãos dEle permite que os riscos sejam superados.

Na terceira, ao discorrer sobre os magos ofertarem o que traziam de sua história, recordou uma fala de Chiara Lubich (1920 – 2008), fundadora do Movimento dos Focolares: muitas vezes, não temos nada a oferecer, entreguemos, portanto, a Deus o nosso nada, que Ele também aceita.

E eu, que algumas vezes, em meu orgulho, me considero portadora de dons admiráveis, próxima ao altar, entreguei ao Senhor o meu nada e o desejo de me tornar melhor para Ele. (Foto: dalmodourado.blogspot.com)


MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE

Com formação em Letras, professora, escreve crônicas, há 40 anos, em diversos meios de comunicação de Jundiaí e, também, em Portugal. Atua junto a populações em situação de risco.