Futuro político: Machado aguardará ‘momento oportuno’

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O ano de 2023 será o penúltimo da segunda gestão de Luiz Fernando Machado à frente da Prefeitura de Jundiaí. A corrida entre os que querem contar com o apoio do chefe do Executivo para a disputa do Paço, em 2024, já começou. Machado prefere esperar o momento oportuno para falar sobre a sucessão e o próprio futuro político. Em entrevista ao Jundiaí Agora, ele avalia as ações da Prefeitura neste ano, projeta 2023, fala sobre o PSDB e comenta as expectativas que tem em relação aos governos de Tarcísio de Freitas e Lula. Confira:

Qual o balanço que o senhor faz de 2022? O que estava nos seus projetos e conseguiu concluir e o que teve de deixar para o próximo ano?

A cada ano, renovamos o compromisso de fazer a gestão pública orientada para resultados, priorizando um governo eficiente e austero, com otimização dos recursos, corte de desperdícios e indicação de prioridades em todas as áreas estratégicas para o desenvolvimento do município. Neste ano de 2022, esta condução trouxe como resultado investimentos substanciais na área da saúde, com a entrega da Clínica da Família e do Pronto Atendimento da Vila Hortolândia, além da UTI, Ambulatório de Especialidades e Nova Ala de Saúde Mental, ações estruturais feitas no Hospital São Vicente. Para 2023, haverá a conclusão de uma das principais iniciativas que envolve o Plano de Requalificação do Centro, que é a concretização das obras do Centro das Artes, tão imponente quanto importante, teremos ali, com a Sala Glória Rocha, um dos teatros mais modernos do Brasil. Também seguiremos com as obras da Clínica da Família e Pronto Atendimento da Ponte São João, bem como do Ambulatório de Especialidades Médicas e Diagnósticos e Pronto Atendimento da Vila Progresso.

Depois de quase 30 anos, São Paulo não será mais governada pelo PSDB. Não teme que todo trabalho dos tucanos(que reconhecidamente administraram bem o Estado), pode ser perdido?

Como já ressaltado durante o segundo turno da campanha eleitoral, entendemos que o projeto apresentado pelo candidato Tarcísio de Freitas para o Estado sinaliza maior garantia de continuidade das políticas públicas em andamento pelo PSDB, com bons resultados para os municípios paulistas.

Quando pretende se reunir com Tarcísio e secretários? Quais as prioridades do município e da região metropolitana que o senhor pretende levar ao novo governo do Estado?

A expectativa é de que as reuniões com prefeitos sejam iniciadas no primeiro mês de mandato, uma vez que o atual governador Rodrigo Garcia formalizou diversos convênios para execução de grandes obras, muitas já em andamento, nos municípios paulistas. Por parte de Jundiaí, os projetos prioritários envolvem ações na saúde, com atenção ao Hospital São Vicente, além de obras estruturantes para a mobilidade urbana e políticas sociais.

Deverá se reunir com o Governo Lula em breve?

A Frente Nacional de Prefeitos já tem conversado com a equipe de transição do Governo Federal e queremos pessoalmente estabelecer uma agenda de trabalho de modo a assegurar as pautas de interesse de Jundiaí. As prioridades são as mesmas já mencionadas.

Muita gente diz que o PSDB acabou. O senhor concorda? Num país tão polarizado ainda há espaço para tucanos? Pretende ficar no partido?

Avalio que o baixo desempenho do PSDB nas eleições de 2022 evidenciou que a perda de identidade fragilizou o partido. Contudo, agora, com o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, no comando da executiva, o PSDB consolida uma importante liderança nacional, um porta-voz para evocar os ideais de sua fundação.

2023 será o penúltimo ano do seu segundo mandato. Já está pensando em quem apoiará para sua sucessão? E qual vai ser seu futuro político?

Em momento oportuno ambas as questões serão discutidas.

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