BIODIVERSIDADE: Jundiaí é uma potência

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Pelo olhar climático, o cálculo das emissões brutas de gases estufa de uma cidade ou país devem subtrair a absorção para  chegar às emissões líquidas. O objetivo ideal é a emissão zero. Um dos principais meios para essa operação é a conservação de florestas e oceanos – ou sua regeneração. Ao lado de energia limpa, economia circular e inclusão da comunidade. Nesse contexto é possível observar que a recuperação da área utilizada há trinta anos pela Associação  Mata Ciliar, junto com as áreas do Colégio Agrícola e do Instituto Agronômico, é um complexo ecológico que  beneficia o balanço climático de Jundiaí ao lado das outras funções de geração hídrica e  biodiversidade.

O aspecto da biodiversidade, aliás, tem em Jundiaí uma potência. O número de espécies de aves, borboletas, mamíferos e sapinhos registrados na cidade é enorme. E não depende apenas da Serra do Japi, que foi motivo de luta de várias gerações. Por ainda ter áreas como as bacias dos rios Jundiaí Mirim e Capivari, o município inteiro é uma área de proteção ambiental – a APA Jundiaí.

Citando novamente a Mata Ciliar, seu trabalho de atendimento a animais silvestres e plantio de mudas tem outro, de estudos científicos, que faz o diretor de pesquisa Bill Swanson, do Zoológico de Cincinatti (Ohio) dizer que tem repercussão não apenas nos Estados Unidos mas em todo o circuito mundial de conservação de felinos ameaçados de extinção. E com o carimbo de Jundiaí no verso.

Seja no aspecto das mudanças do clima ou da conservação da biodiversidade, Jundiaí tem condições para se firmar como potência à altura de sua posição na economia (PIB) ou desenvolvimento social (IDH). Para enfrentar a pressão especulativa, precisa decidir se essa visão de potência da biodiversidade pode balizar seus novos tempos. Seria um desperdício perder essa posição de destaque ambiental que é um legado de décadas. E que hoje conta com apoio de muitos moradores, políticos, cientistas e empresários. E com um grande campo de inovações em andamento na cidade.

As emissões brutas da cidade atingiam 1 milhão de toneladas de carbono equivalente por ano há pouco tempo – uma nova atualização está saindo no sistema SEEG, do Observatório do Clima. Com reforços na proteção da biodiversidade, esse balanço afetado pela energia como no transporte de cargas pode ser amenizado no resultado líquido.

Jundiaí – ou melhor, Jundiahy – pode, sim, ser uma potência da diversidade biológica – ou,  em outras palavras, da vida derivada seja da seleção natural de Darwin ou da criação de Deus – e unindo os conhecimentos científicos aos saberes populares de seus moradores.(Foto: Jairo de Cássio Pereira/Fundação Serra do Japi)

JOSÉ ARNALDO DE OLIVEIRA

É jornalista

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