Janeiro é tradicionalmente o mês do planejamento financeiro no Brasil. Entre o pagamento do IPVA e a compra de material escolar, milhões de brasileiros dedicam as primeiras semanas de 2026 para organizar a proteção de seus bens. O setor de seguros, que encerrou 2025 com um crescimento estimado de 10,1% pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), inicia o ano com uma movimentação intensa de renovações e novas contratações.
Para evitar que o “custo Brasil” e a inflação pesem no bolso, a recomendação de órgãos de defesa do consumidor e corretores é a antecipação. Utilizar plataformas de comparação online e o sistema de Open Insurance (Seguro Aberto) permite que o cidadão compartilhe seu histórico e obtenha propostas personalizadas, muitas vezes com bônus por não ter acionado o seguro no ano anterior (classe de bônus).
O protagonismo do seguro automotivo – Os seguros de automóveis seguem como o “carro-chefe” das renovações de início de ano. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), esse segmento representa cerca de 30% de todo o mercado de seguros de danos no país. Em 2025, o setor arrecadou mais de R$ 45 bilhões apenas até o terceiro trimestre, e a projeção da CNseg para 2026 é de um crescimento adicional de 7,7% no ramo auto.
O movimento em janeiro é impulsionado por dois fatores: a alta nas vendas de veículos novos no fim do ano anterior e a coincidência de vencimentos de apólices antigas. Especialistas apontam que, embora o setor proteja cerca de 21,4 milhões de veículos, isso representa apenas 28,5% da frota nacional, revelando um enorme “déficit de proteção” que as seguradoras tentam reduzir com produtos mais digitais e modulares em 2026.
Além das Quatro Rodas – Se o seguro de veículos é o mais lembrado, outros ramos ganham força na esteira das resoluções de ano novo:
- Seguro de Vida: Consolidou-se como prioridade após as mudanças de comportamento nos últimos anos. A FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) registrou altas consistentes superiores a 8% ao ano. Muitos brasileiros aproveitam janeiro para revisar beneficiários e capitais segurados.
- Seguro Residencial: Com a intensificação de eventos climáticos extremos (como as fortes chuvas de verão em Jundiaí e região), a busca por proteção patrimonial cresceu. Atualmente, apenas 17% dos domicílios brasileiros possuem seguro, mas a CNseg projeta que o seguro habitacional e residencial terá um dos maiores saltos em 2026, podendo crescer acima de 10%.
- Seguro Viagem: Janeiro é o pico da temporada de férias. Dados da Susep mostram que este segmento costuma apresentar crescimentos reais de dois dígitos no primeiro trimestre, refletindo a maior conscientização dos viajantes.(Texto produzido com auxílio de IA-Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
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