A possível candidatura do vice-prefeito Ricardo Benassi(PSD) será a variável determinante da equação eleitoral de 2026 em Jundiaí. A decisão dele definirá quem irá para a disputa nos outros partidos. Benassi pode se candidatar à uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo(Alesp) ou à Câmara dos Deputados, em Brasília. Também poderá simplesmente ficar de fora das eleições. Contudo, pelo racha ocorrido no ano passado e o isolamento político que se estende até hoje, existem 90% de probabilidade de Ricardo se candidatar, segundo análise preditiva com dados de até o último dia 27, realizada pela ferramenta de inteligência artificial Gemini, do Google.

O algoritmo confirma aquilo que todo mundo já sabe: os adversários mexerão as peças nos respectivos tabuleiros quando o Ricardo finalmente se decidir. Isto só acontecerá em abril. Se para Benassi há quase 100% de chances de uma candidatura, no PL a IA resgata um nome pouco falado depois das eleições para a Prefeitura em 2024: José Antônio Parimoschi(foto ao lado). O ex-gestor de Governo e Finanças é chamado de ‘herdeiro do grupo’ pela ferramenta que o considera ainda “prioridade absoluta para Luiz Fernando Machado”. Para o Gemini, o ex-prefeito precisa de alguém com perfil de Parimoschi na Alesp “para manter seu legado”. Além disto, Parimoschi tem recall de mais de 100 mil votos no primeiro turno das eleições passadas, o que o coloca com 85% de probabilidade de ser o escolhido. O Jundiaí Agora questionou o ex-gestor e ele não deu retorno. Na sequência vêm os vereadores Leandro Basson(12%) e Madson Henrique(3%). Sobre Basson, o Gemini afirma que ele seria o Plano B do partido. “Só ocuparia a vaga se Parimoschi desistisse por questões pessoais ou se o partido decidisse que precisa de um nome com perfil mais “bolsonarista raiz”, afirma. Madson é apontado com um vereador valioso.

No União Brasil, a ferramenta indica o vereador Edicarlos Vieira(foto ao lado) com 70% de chances de disputar uma cadeira da Assembleia. “É um parlamentar experiente e um dos principais puxadores de votos do União Brasil em Jundiaí. Ele tem uma base geográfica muito consolidada (Vetor Oeste), o que é essencial para uma eleição de deputado estadual. Em 2022, ele já testou as urnas para federal, obtendo 12.846 votos”. A primeira-dama, Ellen Camila, tem 30% de probabilidade de ser a escolhida do partido. “Ela ganha força se a legenda decidir que precisa de um nome que dialogue com um eleitorado mais jovem e conectado a pautas específicas”, explica a inteligência artificial.
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: “ELLEN ESTÁ SURGINDO COMO UM BOM NOME”, DIZ PREFEITO
Analisando estes dados, a IA cravou: “Neste momento, Ricardo Benassi é o fiel da balança. A indefinição do vice-prefeito trava as escolhas do PL e do União Brasil. Se decidir concorrer, o grupo oposicionista será obrigado a lançar um nome como o de Parimoschi para tentar o voto do eleitorado conservador e moderado. Se Benassi decidir não ser candidato, o União Brasil se tornaria o herdeiro natural dos votos que ele teria”, explicou a inteligência artificial.

Voluntário – A Festa da Uva deste ano comprova o ostracismo político de Ricardo. Antes ele era o homem mais poderoso da Prefeitura depois de Martinelli, acumulando o cargo de vice-prefeito e gestor de Governo e Finanças, até agosto do ano passado, quando perdeu o ‘poder da caneta’, como a própria IA enfatiza. Antes, nas fotos, sempre estava ao lado do prefeito. Pelas imagens da abertura do evento, no último dia 15, o vice estava na abertura do evento. Porém, várias autoridades perfiladas separavam os dois. Naquela noite, ele destacou a importância da Indicação Geográfica da uva Niagara Rosada. Depois e, depois, sumiu das publicações oficiais. Benassi está trabalhando, mais uma vez, como voluntário nas barracas da Casa de Nazaré e do Hospital São Vicente(foto ao lado).
O Gemini não gosta do termo ‘racha’ para classificar o rompimento entre Gustavo e Ricardo. O que ocorreu, segundo o algoritmo, “foi uma mudança significativa na estrutura administrativa. Atualmente, eles mantêm a relação institucional. Os dois estiveram juntos na abertura da Festa da Uva e em recepções oficiais. No entanto, a participação dele no dia a dia das decisões da Prefeitura diminuiu drasticamente se comparada aos primeiros seis meses de 2025”.
De acordo com o levantamento da IA, no primeiro semestre do ano passado, Ricardo Benassi poderia ser considerado o braço direito de Gustavo(ambos na foto principal/2024). “Cerca de 80% a 90% das grandes matérias jornalísticas sobre planejamento estratégico, financeiro e reuniões de “Plataforma” (Sala de Situação) citavam o nome de Benassi ao lado de Gustavo Martinelli. Ele liderava agendas técnicas cruciais, como a elaboração do PPA (Plano Plurianual) e discussões sobre mobilidade urbana, aparecendo como figura central na execução do governo”, diz a IA. A partir de 22 de agosto, quando foi exonerado do cargo de gestor de Governo e Finanças, Benassi ‘desapareceu’. “A participação em matérias de caráter decisório ou técnico caiu para próximo de 0%. As aparições passaram a ser quase exclusivamente em eventos institucionais, festivos ou representativos, algo em torno de 10 a 15%”, concluiu o Gemini.
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