Mercado imobiliário testa novas fontes de receita em cenário de juros elevados

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O aumento persistente das taxas de juros e o encarecimento do crédito vêm pressionando o mercado imobiliário em todo o país. Em regiões como Jundiaí, onde a atividade imobiliária tem peso relevante na economia local, imobiliárias e corretores passaram a enfrentar não apenas redução no volume de transações, mas também maior instabilidade de caixa e dependência de ciclos longos de venda.

Nesse contexto, começa a ganhar espaço um movimento ainda inicial, mas estrutural: a busca por fontes de receita recorrente que não dependam exclusivamente da concretização de negócios imobiliários. Entre as alternativas está a adoção de microfranquias de seguros, desenhadas para operar dentro de estruturas já existentes, com baixo investimento inicial e foco em relacionamento contínuo com o cliente.

A lógica econômica por trás do modelo é simples. Seguros geram recorrência, previsibilidade de receita e contato permanente com a base de clientes, algo que o mercado imobiliário tradicionalmente não oferece. O consórcio aparece como produto complementar, associado ao planejamento de médio e longo prazo, especialmente em um ambiente em que o financiamento bancário se tornou mais caro e seletivo.

Segundo a Megasegur, corretora com atuação nacional, o interesse por esse tipo de estrutura cresce justamente entre profissionais que já possuem carteira ativa e credibilidade junto ao público, como corretores de imóveis, imobiliárias e contadores. Em 2025, a empresa comercializou aproximadamente R$ 60 milhões em seguros e mais de R$ 50 milhões em consórcios, números que refletem a demanda por soluções financeiras menos dependentes do crédito tradicional.

Para Ângela de Paula(foto ao lado), CEO da Megasegur, o movimento não deve ser interpretado como uma mudança de perfil profissional, mas como uma adaptação econômica. “O cenário de juros altos obriga pequenos e médios negócios a repensarem sua forma de gerar receita. Seguros permitem previsibilidade e continuidade, enquanto o consórcio ajuda o cliente a planejar sem depender de crédito caro. É uma resposta prática a um ambiente mais restritivo”, afirma.

Embora ainda esteja em fase inicial de adoção, o modelo de microfranquias de seguros se insere em um debate mais amplo sobre empreendedorismo, reorganização de serviços e novas estratégias de sobrevivência econômica em regiões fortemente impactadas pelas condições macroeconômicas atuais.

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