Vamos falar de algo que faz parte do nosso dia a dia e nem percebemos: a vida moderna nas cidades. Hoje, quase todo mundo vive em centros urbanos, longe do campo tranquilo. As cidades viraram máquinas gigantes para nos dar conforto: energia elétrica piscando nas lâmpadas, água saindo da torneira, esgoto levando embora o que a gente não quer, e em alguns lugares, gás encanado direto na cozinha. São as famosas “utilidades urbanas”. Mas nada vem de graça, né? A gente paga por aquilo que usa. E para isso rolar direitinho, alguém tem que medir o consumo de cada casa ou apartamento.
Antigamente isso era uma saga. Inventaram os medidores – aqueles relógios giratórios de luz, água e gás. Para saber quanto você gastou, precisava de um leiturista. Sabe quem é? Aquele cara de uniforme que batia na sua porta todo mês, olhava o número no medidor, anotava num caderninho e saía. Depois, ele levava a folha para a companhia, alguém digitava tudo no computador, calculava o consumo, imprimia a conta e mandava pelo correio. Imagina o tempo perdido, os erros de digitação e o papel voando por aí!
Aí, com a evolução da computação, o jogo mudou. Os medidores viraram eletrônicos, mais precisos. Mas o pulo do gato aconteceu há pouco: a leitura automática. Hoje, as empresas instalam medidores inteligentes que mandam os dados sozinhos para o sistema central. Nada de leiturista na rua debaixo de sol ou chuva, nada de digitação manual. É tudo automático, em tempo real. O que fez essa mágica acontecer? A Internet das Coisas, ou IoT (em inglês, ‘Internet of Things’).
Olha só como funciona: esses medidores são pequenos computadores conectados à Internet. Eles medem o consumo, enviam os dados para a Internet e pronto – a conta sai certinha, sem erro humano. No Brasil, empresas como Cemig e Sabesp já usam isso em massa. Resultado? Contas mais justas, detecção rápida de vazamentos ou fraudes, e economia para os dois lados.
Mas IoT pode fazer muito mais. Nas cidades inteligentes, sensores nos postes controlam a iluminação pública, e semáforos se adaptam ao trânsito. No agro, vacas com dispositivos IoT contam passos para saber se estão doentes. É o mundo físico conversando com o digital, 24/7. Aqui no Brasil, com 85% da população nas cidades, IoT é a tecnologia que habilita a transformação digital, e permite reduzir o desperdício, melhorar os serviços e cortar custos – tudo com dados reais.

ROGÉRIO MOREIRA
É presidente da ABINC(Associação Brasileira da Internet das Coisas). É engenheiro eletrônico e mestre em administração de empresas. Atua profissionalmente na área de dispositivos semicondutores pela empresa americana Microchip Technology. É professor universitário da UniAnchieta em Jundiaí. Nasceu na cidade de São Paulo, e mora em Jundiaí há 33 anos.
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