O terreno do antigo Moinho Jundiaí, na vila Hortolândia, será ocupado por quatro prédios. O empreendimento da Oliva P.S. Administração de Bens terá o nome Avalon Residencial. No total serão 216 apartamentos e 335 garagens. A área construída será de pouco mais de 36 mil m². O imóvel fica na esquina das rua Itirapina com Maria José Maia de Toledo. A Imprensa Oficial do Município publicou, na última quarta-feira(20), o Estudo de Impacto de Vizinhança relacionado à obra.
De acordo com o documento, a expectativa é de que cada apartamento receba quatro moradores, em média. O empreendimento deverá ter quase 900 moradores no total. Já o bairro conta com 10.719 habitantes. O aumento populacional com o empreendimento será de 4,70%. Segundo o relatório, “este adensamento sobrecarregará sistemas de infraestrutura urbana como: fornecimento de água, esgotamento sanitário, energia elétrica, gás encanado, iluminação pública, escoamento de águas pluviais, vias e calçadas. As ações necessárias para redução dos impactos nos equipamentos públicos de saúde, educação, esporte e lazer, serão medidos também, em função da temporalidade da instalação total do empreendimento”.
Como compensação aos impactos, segundo o relatório, 5% do valor estimado do empreendimento serão usados para obras de mobilidade, especialmente no Complexo Ponte Campinas. O investimento será de aproximadamente R$ 3.760.000,00. O dinheiro será destinada ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Territorial ou através de execução das obras por empresa especializada ou pelo próprio empreendedor. As obras serão indicadas pela Prefeitura.
História – O Moinho Jundiaí foi fundado no final da década de 1960. O imponente complexo industrial, composto por grandes silos verticais e galpões comerciais, foi erguido na vila Hortolândia, tornando-se um dos símbolos do desenvolvimento econômico do bairro.

Dedicado principalmente à produção de farinha de trigo e derivados, o complexo passou por diferentes administrações e integrações de mercado. Entre as transições corporativas que marcaram sua trajetória, a unidade integrou as operações da multinacional Multigrão S.A. e, em anos posteriores, passou a fazer parte das estruturas vinculadas ao grupo agroindustrial Los Grobos.
Em janeiro de 2021, o prédio do Moinho Jundiaí sofreu um grave prejuízo estrutural. O complexo foi atingido por sucessivos incêndios num intervalo de menos de 48 horas. O fogo começou na noite do dia 8 de janeiro, atingindo o terceiro e o quarto andar de um edifício anexo. O combate às chamas foi dificultado pela natureza do produto armazenado: a farinha de trigo compactada funcionou como combustível de difícil extinção, mantendo focos de calor ocultos sob as camadas de resíduos. No dia seguinte um dos galpões desabou.
VEJA TAMBÉM
PUBLICIDADE LEGAL É NO JUNDIAÍ AGORA
ACESSE O FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA: NOTÍCIAS, DIVERSÃO E PROMOÇÕES











