O Movimento Aliados, ONG responsável pela organização da Parada do Orgulho LGBT+ em Jundiaí, está questionando a Prefeitura sobre a escolha do local do evento deste ano. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a presidente do coletivo, Tiana Caulton, perguntou os motivos para o Executivo ter liberado a avenida Nove de Julho para a Marcha para Jesus, ter recusado o mesmo local e indicado a avenida União dos Ferroviários para os LGBT+, de acordo com ela. Tiana disse que o gabinete da deputada federal Érika Hilton(PSOL) encaminhou documento ao Executivo de Jundiaí fazendo as mesmas perguntas.
O Jundiaí Agora questionou a Prefeitura de Jundiaí. A resposta: “A Prefeitura de Jundiaí informa que todos os pedidos de interdição de vias para eventos são analisados individualmente, com base em critérios técnicos de mobilidade urbana, segurança pública, transporte público e garantia dos serviços essenciais. Como alternativa é sugerida a realização dos eventos na Avenida União dos Ferroviários, que reúne melhores condições operacionais e gera menor impacto ao sistema viário. A Prefeitura permanece aberta ao diálogo com os organizadores para buscar soluções que permitam a realização dos eventos de forma segura”.
“Por quê?” – Segundo Tiana, o evento está programado para o dia 27 de setembro, um domingo, das 12 às 22 horas. A Marcha para Jesus será no dia 14 de novembro, sábado, a partir das 15 horas. “Mais uma vez o nosso evento está sendo colocado às margens dessa cidade. Nesta semana, o Movimento Aliados foi surpreendido com a confirmação de que a Marcha será na Nove de Julho, com concentração no pontilhão da avenida Jundiaí. E por que a nossa parada também não pode ser feita nesta avenida que trará mais visibilidade, notoriedade e mais importância pra nossa festa?”, questionou ela.
A ativista disse que o Movimento Aliados não tem nenhuma objeção em relação à Marcha para Jesus. “Na primeira reunião apresentamos um plano de trabalho prevendo que a parada aconteceria num curto espaço de 700 metros da avenida Nove de Julho. Este espaço não colidiria com as casas e comércios. Pensamos estrategicamente em um lugar onde a nossa parada teria visibilidade sem afetar a vida dos moradores ou o trabalho dos bombeiros e ambulâncias. Contudo, recebemos a resposta que o número de veículos na avenida aos domingos é muito grande e o evento acabaria prejudicando os moradores e outros usuários da Nove de Julho. Mas aí fica a pergunta: Num sábado, que é um dia de maior movimento na Nove de Julho(em relação ao domingo), a Marcha para Jesus pode acontecer. Mas, a Parada LGBT+ não pode ser realizada num domingo?”, pergunta Tiana.
No ano passado, a Parada do Orgulho LGBT+ chegou a ser programada para o Parque da Uva. Depois, acabou sendo realizada no Espaço Expressa. Alguns ativistas criticaram a escolha já que o evento ficou confinado em um local ‘fechado’. Eles argumentaram que a ideia da realização da parada é justamente o contrário, divulgando o orgulho LGBT+ para todos, em ruas e avenidas. (Foto: ChatGPT)
VEJA TAMBÉM
PUBLICIDADE LEGAL É NO JUNDIAÍ AGORA
ACESSE O FACEBOOK DO JUNDIAÍ AGORA: NOTÍCIAS, DIVERSÃO E PROMOÇÕES











