Do voto em Lula a seguidor de Bolsonaro: CAPARROZ vai à posse

O radialista Antonio Carlos Caparroz, 59 anos, deu uma guinada política e tanto. Ex-eleitor de Lula e do PT, neste ano só faltou vestir farda, calçar coturno, colocar cobertura e sair marchando. Votou em Jair Bolsonaro para presidente. Ou melhor: deixa claro que irá onde o capitão da reserva irá. Tornou-se um seguidor do ex-militar. Agora, ele se prepara para ir à posse, em Brasília, com o irmão, Amadeu. A entrevista com Caparroz:

Já votou em algum partido de esquerda? Por quê?

Sim, em 2002 votei no PT do Lula. Porque a propaganda era gigantesca. E a maioria do povo brasileiro deu um voto de confiança para este partido, acreditando estar no caminho certo.

Como vê a esquerda atual?

Totalmente dilacerada e encerrando atividades no país. Foram muitos anos de corrupção e desmando com o dinheiro público. Não há mais como suportar esse engodo. Hoje no Brasil, e na América do Sul, a esquerda se tornou uma grande fake news.

Já fez parte de algum partido político?

Sim, num passado bem distante, fui filiado ao MDB e depois ao PP, quando fui assessor político do vereador Antônio Carlos Pereira Neto, o Doca, já falecido.

Hoje é integrante do PSL?

Sim! Eu serei integrante do partido onde o nosso presidente eleito Jair Messias Bolsonaro estiver.

O que esperar deste partido para as eleições municipais de 2020 em Jundiaí?

Espero que o PSL local tenha discernimento bem refinado para escolher bons nomes para os próximos cargos em 2020. Ninguém aceita mais esses dinossauros da política. Muitos até fizeram coisas boas para a cidade, mas é preciso renovar sempre. Nos dois últimos mandatos de prefeito, a cidade não evoluiu muito, e em alguns setores piorou bastante. Pouco foi feito e pouco está sendo feito. Muito dinheiro público sendo gasto em propaganda e poucas obras de impacto e qualidade. Quem é inteligente investe em propaganda gratuita nas redes sociais.

Por que você votou no Bolsonaro?

Em primeiro lugar pela ficha limpa e experiência, e depois, as outras opções apresentadas foram medíocres ou nulas. Votar em candidatos de esquerda, hoje em dia, é o mesmo que assinar um cheque em branco para dilapidarem o patrimônio público.

Quando definiu seu voto nele?

Assim que vi todos os nomes dos candidatos na tábua. Não tive dúvida alguma, ele sim me representa.

Acredita que ele irá cumprir as promessas de campanha?

Não tenho dúvida nenhuma. Alguns amigos meus que são muito próximos a ele, me relataram em detalhes a sua conduta, postura e caráter, em todo transcorrer da vida pública. Nunca deu uma mínima patinada nas decisões. 

Não teme que ele seja um fenômeno tipo Collor? Não há perigo de Bolsonaro decepcionar o eleitorado?

Jamais! Fenando Collor de Mello já era muito conhecido pelas suas altas falcatruas nas Alagoas. Nunca enganou ninguém. Foi eleito e deposto pela grande mídia, na ocasião. Já o Bolsonaro vai provar para toda a nação como se faz política com austeridade, seriedade e muita honestidade. Aguardem e verão. 

O próprio Bolsonaro já pediu o fim do ódio entre esquerda e direita. Acredita que isto será possível um dia?

Como eu sou um otimista nato, acredito que isto pode melhorar bastante, mas esse embate entre esquerda e direita é histórico. Vemos esta postura até mais acentuada em outros países.

 

Irá à posse? 

Sim. Irei com o meu irmão Amadeu (foto acima) no dia 1º de janeiro. Sairemos de São Paulo no voo das 6 horas da manhã, chegaremos lá às 7h50. Ficaremos hospedados num hotel próximo à Esplanada dos Ministérios. Iremos à missa às 10 horas. O presidente estará lá. Depois almoçaremos com amigos e vamos para a posse. Se nós conseguirmos autorização para chegar perto dele, vai ser muito bacana. Eu gostaria de cumprimentá-lo pessoalmente. Sei que isso será praticamente impossível neste dia pelo volume de pessoas e autoridades que estarão presentes em Brasília. O nosso retorno da capital do Brasil será no dia 2, no início da noite.

Sabe se outros moradores de Jundiaí irão?

Sim, tem muitas caravanas se organizando, inclusive de ônibus. O grupo do Whatsapp “Bolsonaro Jundiaí”, já compilou os nomes de pessoas interessadas, e estão lotando vários ônibus.

Se fosse convidado, você aceitaria se candidatar em 2020 para algum cargo eletivo?

Se for convidado pelo partido e para ajudar a cidade, sim. Não pelo cargo em si, mas para ajudar efetivamente. Eu tenho alguns amigos empresários na área da cultura, eles estão me pressionando para sair candidato a vereador em 2020. Ainda estou resistindo um pouco. Vamos analisar os prós e contras e aguardar o andar da carruagem. Ainda é muito cedo, apesar que eu tenho vários projetos prontos para apresentar à sociedade.

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