CIA Jovem de Dança se apresentará em Piracicaba

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A Cia Jovem de Dança de Jundiaí levará para Piracicaba, no próximo dia 18, uma apresentação especial, com três das coreografias. Marcada para as 20h, a apresentação gratuita será no Teatro Municipal de Piracicaba Dr. Losso Neto (avenida Independência, 277) e tem classificação livre. O grupo é um dos corpos artísticos ligados à Unidade de Gestão de Cultura (UGC) e tem direção artística de Alex Soares. Serão apresentadas as seguintes coreografias “Hu.Ga”, “Aquilo que guardo” e “Dança pra Lua” – esta, premiada como Melhor Espetáculo na Categoria Dança em 2023 pelo Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) – com duração total do espetáculo de 70 minutos. Os ingressos gratuitos ficarão disponíveis na bilheteria do Teatro a partir de uma hora antes do início da sessão.

Quem intermediou a ida doo grupo foi a bailarina Camila Rotta. Natural de Piracicaba, a jovem de 24 anos faz, há dois, parte da Cia jundiaiense e quis levar seu trabalho para “se apresentar em casa”. “Além de ser uma oportunidade de voltar a me apresentar no palco onde dancei pela primeira vez e mostrar o trabalho da Cia. para meus familiares e amigos, será também uma forma de levar o nosso trabalho para o interior. Sempre que nos apresentamos na capital, tivemos a sensação de que em São Paulo a Cia. Jovem já é muito conhecida e prestigiada. Lá lotamos os teatros, mas queremos torná-la também famosa no interior. E no interior tem muitas escolas de Dança e ginástica e, eu, por exemplo, que vim da ginástica antes de começar a dançar, quero demonstrar que é possível viver da Dança, trabalhar com isso e ser muito feliz”, comemorou.

Assinada por Alex Soares, “Hu.Ga” traz em seu nome a transcrição fonética da palavra dinamarquesa “hygge”. Assim como a palavra portuguesa “saudade” não tem uma tradução precisa em outras línguas, “hygge” tampouco pode ser traduzida. Uma possível tentativa de se explicar é a de um conceito que pode ser próximo a de aconchego, ou a sensação de se estar em um ambiente agradável, um estado de intimidade da alma. E para cada dinamarquês esse estado íntimo é algo muito específico. Esse modo de viver está ligado, também, ao fato de os dinamarqueses serem considerados um dos povos mais felizes do mundo. Assim, “Hu.Ga” é uma tentativa de traduzir o sentimento em imagens e ressaltar as diferenças e pontos de encontro entre este entendimento por parte dos dois povos.

Já “Aquilo que guardo”, coreografia de Sarah Raquel, mergulha no universo poético da cantora Elis Regina com o objetivo de proporcionar uma atmosfera envolvente para o espectador. Por meio da união entre a potência da voz da “Pimentinha” e os movimentos contemporâneos marcados de subjetividade, a coreografia é um convite a sentir o corpo e os ossos… sentir até rir ou falar com voz embargada; até tremer ou pular, do mesmo modo que Elis abraçava o palco e fazia de suas interpretações um espetáculo.

E, para fechar a programação, a premiada “Dança pra Lua”, de Ivan Bernardelli, é um espetáculo de sagração deste astro mágico, a partir de um trabalho coreográfico marcado pela circularidade, repetições, ciclos, mandalas, loopings e espelhamentos. Isso tudo presente no espaço, no tempo, no ritmo e no movimento, em busca de uma atmosfera cênica que evoca aspectos de delírio e transe, tão presentes nos ritos que celebram os mitos sobre o astro, presentes em culturas tanto dos povos indígenas, como nas tradições bantu e iorubá, nas mitologias latinas e festividades pagãs e também religiosas na Península Ibérica.

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