Comissão HERÓIS DA INFÂNCIA

Comissão HERÓIS DA INFÂNCIA

A Comissão Heróis da Infância é uma organização em São Paulo(capital) que faz um trabalho de conscientização e denúncia sobre casos de abuso sexual infantojuvenil. Heróis mesmo, pois são poucos os que se empenham em tratar desse assunto, que provoca uma ferida com sequelas para a vida inteira. Acompanho via Instagram.

Li, naquela rede social, sobre os meninos vítimas de abuso e como o preconceito sobre essa realidade, que pode afetar a virilidade de uma masculinidade ideal, impede, muitas vezes, de procurar ajuda. Ou seja, o relato do menino é capaz de ser abafado, em nome da interpretação de que assumir o fato lhe traga a imagem de uma masculinidade diminuída. Talvez seja por isso que, nas estatísticas, o número de meninos abusados é bem aquém ao de meninas.

Afirmam que “o medo, o constrangimento e a culpa tornam-se barreiras quase intransponíveis na luta contra um agressor que não possui ‘cara de estuprador’. O menino pode carregar, para o resto da vida, diversas limitações, principalmente nas relações interpessoais, na autoestima e percepção corporal.  Ele pode ter que lidar com a manifestação de transtornos psiquiátricos graves como depressão, síndrome de pânico, dependência química e a tentativa de suicídio”. Concluem que “a luta contra a violência sexual praticada contra os meninos não é apenas contra os indivíduos que a praticam, mas também contra a mentalidade cultural e como ela nega que homens também sejam vítimas”. Questionam: “Você consegue pensar no quanto isso é pesado para um menino?”

Ainda naquela rede social da Comissão Heróis da Infância, a colocação de que “Homens reais e não monstros comentem esses crimes só porque podem, porque não aceitam um não. E acham que suas vontades são mais importantes que a vítima. Precisamos culpar quem realmente tem culpa e nos defender”.

Em paralelo encontrei, no Vatican News, uma matéria com o Papa Francisco – acolhe com seriedade e ternura a voz das pessoas feridas, depois de ler a carta de uma vítima de abusos por um sacerdote e pedir ao Cardeal O’Malley, presidente da Comissão para a proteção dos Menores, que a compartilhasse com todos os sacerdotes e seminaristas.

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A vítima comenta sobre as feridas de quem foi roubada sua infância, pureza e respeito, traídas por pessoas que eram de sua confiança. Diz ela, além de relatar seus medos e distúrbios pós-traumáticos sobre aqueles que foram abusados: “Suas almas foram dilaceradas em pequenos pedaços ensanguentados”. Em seguida, o seu apelo, que serve para todas as situações de abuso sexual infantojuvenil: “Por favor, não varramos as coisas para debaixo do tapete, porque depois elas começarão a cheirar mal, a apodrecer e o próprio tapete se decomporá… Percebamos que se ocultarmos estes fatos, quando nos calamos sobre eles, ocultamos a sujeira e assim nos tornamos um cúmplice. Se queremos viver na verdade, não podemos fechar nossos olhos”. Abusos e cumplicidade são próprios de filhos das trevas.(Foto: Câmara dos Deputados)

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE

Com formação em Letras, professora, escreve crônicas, há 40 anos, em diversos meios de comunicação de Jundiaí e, também, em Portugal. Atua junto a populações em situação de risco.

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