
Ponto de Encontro: Conversas que curam, conexões que transformam, livro de estreia da educadora e consultora Maria Eugênia Camargo, doutora em Educação pela USP e que mora em Jundiaí, será lançado nesta quinta-feira(27), a partir das 19h, na Livraria da Vila Fradique, em São Paulo, com uma conversa sobre os encontros que nos transformam, reunindo a autora, a escritora Ana Holanda e o atleta e treinador, Ademir Paulino.
A obra nasce de um projeto que Maria Eugênia(foto principal) carregava desde a defesa de sua tese de doutorado, em 2015. “Meu objetivo era transformar a pesquisa acadêmica em uma leitura acessível, capaz de dialogar com qualquer pessoa disposta a cultivar relações mais saudáveis”, detalha a escritora. Foi em 2022 que Maria Eugênia decidiu levar o sonho antigo mais a sério. Reuniu o material de pesquisa, entrou para a comunidade de escrita afetuosa de Ana Holanda e passou por um processo de mentoria que a ajudou a encontrar um tom mais literário para o texto. E é essa parceria que agora leva Ana Holanda ao palco do lançamento, ao lado da autora.
Foi nesse processo de escrita que Maria Eugênia percebeu como poderia unir suas experiências profissionais e acadêmicas aos acontecimentos mais marcantes de sua própria vida como o nascimento dos filhos e os desafios da maternidade, a mudança de país, e o encontro com a corrida, que se tornaria um dos fios condutores do livro. “O nome Ponto de Encontro nasce dali: em todas essas dimensões da minha vida, o que se repetia era o cuidado com o diálogo e com as conversas, relações, do cuidado com o planeta ao cuidado com a gente mesmo”, conta a autora.
O poder das boas conversas – O livro se propõe a mostrar as possibilidades do diálogo em um mundo marcado por conflitos, seja em casa, na escola, no trabalho e até na relação que cada um tem consigo mesmo. Para Maria Eugênia, o convite central da obra é o reconhecimento da nossa interdependência.
“Somos seres de conexão, que não podem viver isolados nem pensar apenas em si mesmos. Precisamos do outro, do grupo, da comunidade. Por mais que existam diferenças, sempre temos ao menos um ponto de encontro, algo que nos une e que pode transformar conflitos em oportunidades”, afirma.
Voltado a qualquer leitor interessado em cultivar boas relações, o livro reserva um capítulo especial à experiência da autora com a corrida de rua, quando, ao lado de um grupo de amigos apelidado carinhosamente de “Marôtonistas”, ela completou sua primeira maratona. O nome surgiu porque o apelido da autora é Marô. “Foi um encontro comigo mesma. Ali percebi a importância do treino mental, da meditação, da atenção plena e do nosso diálogo interno que também pode ser treinado quando temos um objetivo desafiador”, diz.
Entre os temas que atravessam a obra estão as conversas difíceis que precisamos enfrentar, os estilos de liderança, contrapondo o líder “anfitrião”, conversacional, ao líder “herói”, que acredita deter todas as respostas, e os princípios da Comunicação Não Violenta como linguagem daquilo que está vivo em cada relação.
Repercussão e próximos passos – Desde o lançamento, Maria Eugênia tem recebido mensagens de leitores que reconhecem na narrativa fragmentos de suas próprias histórias. “Essa é a mágica da escrita: o livro ganha vida no encontro com o leitor, e a história deixa de ser sobre mim para ser sobre quem lê”, comemora.
A autora já planeja uma agenda de eventos menores e palestras que se transformam em rodas de conversa, aprofundando as cinco dimensões do diálogo abordadas no livro como o planeta, nas organizações, nas escolas, nas famílias e ao cuidado individual. “Espero que seja um caminho para levar a prática do diálogo para cada vez mais gente, por uma comunicação a serviço do encontro”, resume.
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