A exemplo da parceria público-privada que revitalizou os jardins do Solar do Barão com custo zero aos cofres públicos, tornando o cenário de abandono e degradação em um ambiente agradável para a visita das famílias, a Unidade de Gestão de Cultura busca parcerias entre os empresários e a comunidade jundiaienses para revitalizar o Centro das Artes.

O espaço cultural fica no edifício do antigo Mercado Municipal e sediou a primeira Festa da Uva da cidade, em 1934. O espaço permaneceu fechado nos últimos quatro anos e sua reforma foi anunciada em julho de 2015, com a previsão para conclusão das obras para oito meses contados a partir de agosto daquele ano.

A gestora da Unidade de Cultura, Vasti Ferrari Marques, adianta uma das frentes de parcerias. “Buscaremos o apoio de empresárias mulheres da cidade que, em retribuição ao apoio dado, eternizarão seus nomes em cada uma das 300 poltronas do Glória Rocha, que foi uma mulher, jundiaiense, e grande incentivadora das artes na cidade”.

Com apenas 22% das obras realizadas, a empresa licitada para a reforma propôs junto à Prefeitura o rompimento do contrato alegando as inúmeras modificações do projeto pela antiga administração e o não cumprimento de todos os pagamentos e prazos, tendo sido inclusive efetuados somente neste ano o pagamento de alguns débitos remanescentes de 2016. A empresa que sai do projeto deixa, além dos 22% das obras concluídas, os dois elevadores ainda não instalados e o projeto de ventilação e exaustão também não executados.

Com a avaliação da Unidade de Negócios Jurídicos e Cidadania de que o rompimento não traria prejuízos, a Unidade de Cultura fez uma proposta amigável à empresa e deu início à solicitação de distrato. “Nosso maior medo era de que as obras prosseguissem e, uma vez concluídas após todos os percalços, não atendessem às grandes expectativas da classe artística da cidade”.

Segundo Vasti, a reforma estava sendo tocada sem um projeto técnico devidamente avaliado, com licitação e memorial descritivos com falhas. A proposta a partir de agora é preparar uma nova licitação para elaboração do projeto executivo e execução das obras.

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Vasti afirma ainda que os esforços pela recuperação do espaço visam a um projeto maior. “Nós queremos criar um triângulo cultural fortalecido, com vértices no Centro das Artes, Teatro Polytheama e Complexo Fepasa”.

Uma vez terminadas as obras, o espaço contará com duas salas de espetáculos, uma com 300 lugares (Sala Glória Rocha) e outra com 80 lugares e um palco que pode se movimentar. Além disso, haverá sala de ensaios, centro de exposições de artes visuais, um piano de cauda no pátio, cafeteria, camarins, banheiros e elevadores.