CVV: Telefonemas que ajudam e salvam muitas vidas

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Embora não haja estatísticas, a procura pelos serviços do CVV(Centro de Valorização à Vida) de Jundiaí aumentou com a pandemia da Covid-19. A informação é da coordenadora da unidade local, Maria Bernadete Amaral Carneiro(foto ao lado). O Jundiaí Agora a entrevistou:

Há um ano e três meses vivemos com o coronavírus. Em relação ao 2019, o número de atendimento do CVV de Jundiaí aumentou? Quanto?

A procura pelo CVV aumenta sempre que existe uma demanda emocional maior. Com a pandemia, as pessoas estão mais vulneráveis em todos os sentidos. Por isso e por isso acabam procurando o serviço do CVV. Não temos isso em números…

Estão tendo dificuldades para tantos atendimentos? Faltam voluntários? Como vocês estão fazendo para atender a demanda?

O CVV atende pelo telefone 188 que é totalmente gratuito, sigiloso e nacional, e atendemos o chat e e-mail. É uma rede. No Brasil atuam mais de 4 mil voluntários. Temos 128 postos. A demanda é grande, mas atendemos 24 horas e sempre precisamos de voluntários em todas as frentes.

Quem liga mais para vocês?

Todas as faixas de idade ligam, homens, mulheres, idosos, crianças…

Adolescentes antes da pandemia pediam ajuda? E agora?

Os adolescente procuram mais o chat e email, mas tambem hoje existe uma demanda grande no telefone.

O que mais aflige as pessoas neste momento?

São vários os motivos que levam as pessoas a procurarem o CVV. Elas não conseguem lidar com as questões emocionais como a solidão, o medo, os relacionamentos, a parte financeira, a ansiedade e muitos outros fatores…

As pessoas chegam a dizer que estão a beira de se matar?

Elas desabafam sobre tudo o que angustia… Muitas vezes a dor é tão intensa que não veem sentido para a vida e pensam em desistir. Daí acolhemos, respeitando o que a pessoa está trazendo.

Há uma estatística de quantas pessoas o CVV Jundiaí impediu os suicídios?

Devido aos atendimentos serem sigilosos não temos essa estatística.

Quanto tempo, em média, leva um atendimento?

O tempo de atendimento quem determina é a pessoa que liga. As vezes pode durar 10 minutos. As vezes, uma hora.

É possível ajudar alguém neste período ou as conversas podem acontecer várias vezes?

A pessoa pode ligar quantas vezes ela quiser para o CVV até que ela se sinta aliviada.

E quem ajuda os voluntários do CVV Jundiaí? Como eles lidam com uma carga tão pesada de problemas alheios?

Os voluntários passam por treinamentos, e uma reunião mensal para que possa ser cuidado, justamente para não trazer os atendimentos para o seu dia a dia.. entender que no momento do atendimento estamos disponível , e quando termina vamos caminhar com as nossas coisas.

Quem tiver interesse de se tornar um voluntário do CVV como deve proceder? Há alguma exigência? O candidato precisa ter alguma formação profissional?

Para se tornar voluntário precisa ter 18 anos e não precisa uma formação profissional já que passa por um treinamento de uma escuta diferenciada, onde não damos conselhos. Não direcionamos. Fazemos um atendimento sem julgamentos ou criticas. Apenas acolhemos e interagimos com a pessoa que nos procura através de sentimentos e dando o espaço de esvaziamento para que a pessoa possa desabafar. Para ser voluntário basta acessar o site cvv.org.br e se inscrever na aba ‘voluntário’.(Foto: unale.org.br)

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